26/11/2013
A logística é a chave para aumentar a competitividade da indústria baiana. Esta afirmação foi feita pelo secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, ontem (25), durante o Fórum Bahia Econômica, realizado no Hotel Pestana, no Rio Vermelho.
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Fórum Bahia Econômica[/caption]
Ele participou do painel “Indústria Baiana: como reduzir o custo Bahia e aumentar a competitividade”, ao lado do presidente da Companhia Docas do Estado da Bahia, José Rebouças, e do presidente da Tecon Salvador, Demir Lourenço, sob a mediação do economista Armando Avena.
Gabrielli destacou que a demanda para expandir a logística de infraestrutura da Bahia vem se ampliando devido à ocorrência de diversos fenômenos econômicos e sociais. Entre eles está a política de distribuição de renda e benefícios. Programas como o Bolsa Família e a Aposentadoria Rural promovem a inclusão social de novos contingentes populacionais e injetam diretamente nas mãos das famílias, aproximadamente, R$ 4 bilhões anuais, o que, como ressalta o secretário, movimenta os setores de comércio e serviços, especialmente nas pequenas e médias cidades.
Outro fenômeno recente apontado por Gabrielli é a dispersão espacial da atividade econômica no território baiano. Nos últimos 70 anos, lembrou, os grandes investimentos ficaram focados notadamente no entorno da Baía de Todos-os-Santos, como é o caso da Refinaria Landulpho Alves - RLAM, Terminal Marítimo de Madre de Deus, Centro Industrial de Aratu (CIA), polo acrílico, Terminal e Porto de Aratu e a Linha Verde. Por isso, os setores Norte e Nordeste concentram atualmente 63% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
Esse cenário, contudo, tende a mudar, pois, como antecipa o secretário do Planejamento, os grandes investimentos previstos para o Estado nos próximos anos estão nas áreas de mineração (Sudoeste e Bacia do Paramirim), energia eólica (margem do Rio São Francisco) e celulose (Extremo Sul). Essa expansão, por sua vez, pontua Gabrielli, cria demanda por mais infraestrutura, o que já vem ocorrendo com os investimentos na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (US$ 3,6 bilhões), Porto Sul (US$ 961 milhões), novo Aeroporto Internacional de Ilhéus (US$ 131 milhões).e o Sistema Viário Oeste. Este último inclui a ponte Salvador- Ilha de Itaparica, a duplicação da BA 001, a construção da ligação entre Santo Antônio de Jesus e Castro Alves e, ainda, a qualificação da infraestrutura viária regional.
A estrutura da produção industrial baiana, em 2013, tem sua base no refino de petróleo e coque (30,1%), alimentos e bebidas (17,8%), produtos químicos (16,6%), celulose e produtos de papel (8,4%), borracha e plástico (7,8%), minerais não-metálicos (2,7%) e metalurgia, aço e derivados (1,9%).
