O professor e ex-secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, faleceu na noite desta segunda-feira (3) em decorrência de falência cardíaca aguda. Ele esteve à frente da pasta da Cultura durante o período de janeiro de 2015 a outubro de 2017. Nasceu em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo baiano, em 05 de agosto de 1956. Construiu uma reconhecida trajetória como educador, poeta, compositor e comunicador.
O governador Rui Costa lamentou a perda e decretou luto no estado nesta terça-feira (4). “Imensamente entristecidos, lamentamos a morte do ex-secretário de Cultura do Estado Jorge Portugal. Educador, poeta, compositor, Jorge era um homem de múltiplos talentos, exercidos com a energia e a simpatia que inspirava todos à sua volta. Era, antes de tudo, um homem apaixonado pela Bahia e pelo seu povo que estiveram sempre no centro do seu trabalho, fosse como administrador público, professor e artista. Como diz um dos seus versos: “Uma nação diferente, toda prosa e poesia, tudo isso finalmente, só se vê, só se vê na Bahia”. Nossos sentimentos para seus amigos e familiares por essa grande perda”.
O secretário Walter Pinheiro prestou homenagem: "Jorge Portugal deixa um legado que nunca será esquecido na cultura, nas artes, na educação e nos corações dos baianos. Poeta, educador, compositor, exerceu o cargo de Secretário da Cultura do Estado da Bahia, no qual realizou diversos projetos, muitos deles em parceria conosco. Fica a memória de uma pessoa íntegra, muito lúcida e à frente do seu tempo. Que Deus conforte a família, os amigos, os alunos e todo o povo da Bahia".
Seu nome se tornou mais conhecido por seu trabalho como professor de língua portuguesa e redação, apresentador e idealizador de projetos educativos e culturais como Aprovado, Tô Sabendo, Circulador Cultural e Manuel Faustino, este último, batizado em homenagem a um dos heróis da Revolta dos Búzios, integrava alunos da rede pública a cursinhos particulares de pré-vestibular. Porém, está também presente na memória afetiva de muitos baianos através de composições de sua autoria como “A massa”, em parceria com Raimundo Sodré, e “Alegria da Cidade”, parceria com Lazzo Matumbi, com quem também compôs “14 de maio”, que traz uma mensagem forte sobre as desigualdades sociais vividas pela população negra.
À frente da pasta da cultura, buscou pensar a área de forma integrada à educação, com ações voltadas para esta transversalidade, como as Escolas Culturais, projeto realizado em parceria com a Secretaria da Educação (SEC) e iniciado quando o secretário Pinheiro esteve à frente da SEC. Jorge Portugal idealizou projetos como o Concha Negra e o Janela Baiana, uma celebração à música, cultura e ancestralidade afro baiana no âmbito da Nova Concha Acústica, que foi entregue durante a sua gestão.
A Seplan solidariza-se aos amigos e familiares, e externa agradecimentos pela contribuição de Jorge Portugal para a cultura e educação baiana.