O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador apresentou, em março, variação positiva de 0,36%, superior à apurada no mês anterior (0,26%). Em março de 2012, o IPC havia registrado variação de 0,48%. No acumulado dos últimos 12 meses (abr. 2012 – mar. 2013), a taxa situou-se em 7,23%, resultado inferior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (mar.2012 – fev.2013), que foi de 7,36%. Os dados são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).
Em março de 2013, os produtos/serviços que tiveram maiores aumentos, com suas respectivas variações de preços, foram: Tarifas bancárias (3,52%), Empregado doméstico (2,80%), Lanche (2,20%), Aluguel residencial (0,84%), Cebola (16,36%), Frango congelado (3,90%), Refeição a peso (1,32%), Sabão em pó e em pedra (2,91%), Televisor (6,94%) e Feijão rajado (4,76%). Em contrapartida, os produtos cujos preços apresentaram maiores reduções foram: Cerveja fora do domicílio (2,18%), Roupa de cama (4,84%), Pacote turístico (1,17%), Pão francês (0,91%), Calça comprida masculina (1,01%), Cruzeiro marítimo (1,23%), Passagem de ônibus interestadual (0,84%), Açúcar cristal (0,96%), Arroz (0,77%) e Carne seca (0,91%).
Dos 375 produtos/serviços pesquisados mensalmente pela SEI, 160 registraram alta nos preços, 116 não tiveram alterações e 99 registraram decréscimos. Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços mais aumentaram, em março do ano corrente, foram: banana da terra (29,32%), repolho (20,42%), cebola (16,36%), abacaxi (14,47%), abóbora (11,55%), pepino (10,17%), filmadora (8,85%), peixe vermelho (8,49%), frigideira e leiteira (7,46%) e televisor (6,94%).
DESEMPENHO DOS GRUPOS - Em março de 2013, os sete grandes grupos que compõem o IPC/SEI registraram aumento de preços. O grupo de alimentos e bebidas registrou acréscimo de 0,78%. Nos subgrupos que o compõem, o setor de alimentação no domicílio teve alta de 1,03%, com destaque para produtos in natura – variação positiva de 3,97%, devido ao aumento nos preços de banana da terra (29,32%), repolho (20,42%) e cebola (16,36%). Ainda nos subgrupos de alimentação e bebidas, o grupo produtos de elaboração primária variou positivamente em 1,45%, destacando-se os acréscimos nos preços de feijão rajado (4,76%), ovo de galinha (4,73%) e frango congelado (3,90%). Outros subgrupos que apresentaram alta foram produtos industrializados (0,27%), alimentação fora do domicílio (0,28%) e alimentos prontos (0,17%).
O grupo despesas pessoais registrou um acréscimo de 0,55%, motivado pelo aumento nos preços de tarifas bancárias (3,52%), empregado doméstico (2,80%) e artigos de papelaria (0,96%). Já no grupo habitações e encargos, houve variação positiva de 0,31% devido ao acréscimo no preço de itens como sabão em pó e em pedra (2,91%), desodorante ambiental (1,38%) e inseticida e raticida (0,85%). No grupo artigos de residência houve variação positiva de 0,24%, em virtude do aumento nos preços de filmadora (8,85%), frigideira e leiteira (7,46%) e televisor (6,94%). Outros grupos que registraram aumento foram vetuário (0,22%), saúde e cuidados pessoais (0,16%) e transporte e comunicação (0,03%).
Cesta apresenta alta pelo terceiro mês consecutivo e fecha o mês de março com aumento de 0,53%
A ração essencial mínima definida pelo Decreto-lei 399 de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 252,28 em março de 2013, representando acréscimo de 0,53% quando comparado ao mês de fevereiro de 2013.
Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, cinco registraram aumento nos preços: Feijão rajado (4,76%), Banana-prata (4,43%), Farinha de mandioca (2,49%), Leite pasteurizado (0,73%) e Tomate (0,25%). Por outro lado, sete registraram queda nos preços: Café moído (0,29%), Arroz (0,77%), Óleo de soja (0,80%), Pão francês (0,91%), Açúcar cristal (0,96%), Manteiga (1,06%) e Carne bovina (cruz machado) (1,13%).
No mês em análise, o tempo de trabalho necessário para se obter a cesta básica foi de 89 horas e 18 minutos, e o trabalhador comprometeu 37,21% do salário mínimo para adquirir os 12 produtos da cesta.