Inflação em Salvador registra alta de 0,20%

18/11/2013
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador apresentou, em outubro, variação positiva de 0,20%. Em outubro de 2012, o IPC havia registrado variação de 0,65%, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). No acumulado dos últimos 12 meses (nov. 2012 – out. 2013), a taxa situou-se em 4,53%, resultado inferior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (out. 2012.- set. 2013), que foi de 5, 00%. Em outubro de 2013, os produtos/serviços que tiveram maiores contribuições para o aumento da taxa, com suas respectivas variações de preços, foram: Hospitalização e cirurgia (44,15%), Motel (12,31%), Calça comprida feminina (7,45%), Microcomputador e impressora (6,79%), Passagem de ônibus interestadual (3,92%), Pão francês (3,74%), Camiseta, blusa e blusão femininos (2,48%), Anti-inflamatório e anti reumático (2,23%), Aluguel residencial (0,89%) e Automóvel novo (0,51%).  Em contrapartida, os produtos cujos preços exerceram maiores pressões negativas foram: Feijão mulatinho (19,83%), Cebola (14,29%), Gasolina (7,42%), Seguro voluntário de veículos (7,25%), Cruzeiro marítimo (5,24%), Feijão rajado (5,67%), Sandália feminina (4,46%), Pacote turístico (4,25%), Etanol (2,73%) e Gás residencial (0,79%). Dos 375 produtos/serviços pesquisados mensalmente pela SEI, 213 registraram alta nos preços, 84 apresentaram decréscimos e 78 não tiveram alterações. Os produtos que mais apresentaram aumento em outubro do ano corrente foram: hospitalização e cirurgia (44,15%), limão (35,34%), serviços de relojoeiro (19,38%), manga (18,87%), peixe bagre de mar (13,12%), motel (12,31%), fotografia para documentação (11,83%), short infantil (10,61%), tomate (10,00%) e pão de milho (9,05%). Os aumentos nos preços do setor hospitalização e cirurgia ocorreram por influência dos reajustes nos procedimentos médicos de internação e cirurgia. Já o limão, cuja produção equivale a 0,2% do valor agregado da produção agrícola no estado, apresenta como principais produtores os municípios de Rio do Pires e Muquém do São Francisco e passa por um comportamento sazonal nos meses de outubro e novembro nos últimos três anos, que apresentaram ou picos de preço ou continuação de patamares elevados. A colheita da safra se concentra nos meses de janeiro a junho, o fato de se ter uma oferta reduzida em relação à demanda pode também ser o agente influenciador dessa alta. Entre os produtos cujos preços aumentaram, o peixe bagre de mar (13,12%) tem em Salvador um dos principais centros consumidores de pescado, sendo a Bahia o terceiro lugar na produção nacional. Apesar disso, a Bahia ainda tem que importar de outros estados, especialmente de Santa Catarina e do Pará. Este último já acumula, de janeiro a outubro, um aumento de 25,97% no preço do Bagre. Em relação à Santa Catarina, as perspectivas apontam para maiores aumentos futuros devido à proibição de pesca de espécies de peixes nativas daquele estado durante a piracema, incluindo o bagre, que começou a vigorar no dia 1º de novembro do ano corrente. Desempenho dos grupos Em outubro de 2013, vale ressaltar que, dos sete grandes grupos que compõem o IPC/SEI, seis variaram positivamente, enquanto um registrou decréscimo. O grupo Vestuário variou positivamente em 1,14%. Os produtos que mais influenciaram este resultado foram: short infantil (10,61%), calça comprida feminina (7,45%) e roupa de dormir feminina (6,43%). No grupo Artigos de residência houve variação positiva de 0,91%, em razão de acréscimo nos preços de microcomputador e impressora (6,79%), talheres (5,61%) e colchão (3,85%). Já no grupo de Saúde e cuidados Pessoais foi registrado aumento de 0,87% em decorrência da elevação nos preços de alguns produtos, entre os quais: hospitalização e cirurgia (44,15%), moderador de apetite (7,76%) e anti-inflamatório e anti reumático (2,23%). O grupo de Alimentos e Bebidas Habitação obteve acréscimo de 0,68%. Entre os subgrupos que o compõem: Alimentação no domicílio 0,73%, enquanto que alimentação fora do domicílio 0,59%, em razão, principalmente, do reajuste nos preços de bala, chiclete, doce e chocolate em barra (1,12%), refeição a peso (0,95%) e água mineral fora do domicílio (0,46%). No grupo de Habitação e encargos houve aumento de 0,31% devido aos reajustes em itens como desinfetante (4,63%), água sanitária (2,31%) e tinta para casa (1,87%). Em Despesas pessoais foi registrado acréscimo de 0,18%, motivado pelo aumento nos preços de serviços de relojoeiro (19,38%), motel (12,31%) e fotografia para documentação (8,70%). Já no grupo de Transporte e comunicação, observou-se redução de 0,98%, em conseqüência, principalmente, das variações nos preços da gasolina (7,42%), seguro voluntário de veículos (7,25%) e etanol (2,73%). Cesta básica interrompe cinco meses de queda e fecha outubro com alta de 2,03% A ração essencial mínima definida pelo Decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 236,77 em outubro de 2013, representando aumento de 2,03% quando comparado com o mês de setembro do mesmo ano. Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, sete registraram acréscimos nos preços: Tomate (10,00%), Banana da prata (3,85%), Pão francês (3,74%), Carne bovina (cruz machado) (2,55%), Açúcar cristal (1,06%), Arroz (0,84%) e Leite pasteurizado (0,31%). Por sua vez, quatro registraram variações negativas: Manteiga (0,10%), Óleo de soja (0,62%), Farinha de mandioca (1,25%) e Feijão rajado (5,67%). Apenas o Café moído permaneceu com preço estável. O aumento do valor do tomate se deve a problemas climáticos nas regiões produtoras e a entressafra. De acordo com dados da SEAGRI-BA, a caixa com 23 kg de tomate que custava R$ 13,00 no primeiro dia do mês de outubro, passou a custar R$ 30,00 no dia trinta do mesmo mês, apresentando alta de 130,77%. As variações nos preços de produtos como o tomate é de grande relevância devido ao fato do produto ser um dos componentes da Cesta Básica. Os principais destaques da cesta ficaram com o feijão, a farinha de mandioca e a carne bovina cruz machado. O feijão terceira safra é destaque por sua expressiva recuperação na produção. São 194 mil toneladas nesta safra, o que corresponde a 186% de incremento. Informação sobre o milho segunda safra também indica maior área (77%) e melhor rendimento em relação ao mês anterior (+36,6%). A previsão de crescimento do milho total ficou em 9,3% em setembro. A mandioca manteve a perspectiva de queda neste acompanhamento de outubro, com uma produção de 1,3 milhão de toneladas na safra 2013. A queda de 39,7% é atribuída às condições desfavoráveis nas regiões de plantio. Já a carne bovina cruz machado experimentou alta depois de sete meses em queda, o que demonstra o início da recuperação do preço deste produto. No mês em análise, o tempo de trabalho necessário para se obter a cesta básica foi de 83 horas e 48 minutos, e o trabalhador comprometeu 34,92% do salário mínimo para adquirir os 12 produtos da cesta.