O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador apresentou, em março, incremento de 0,53%, variação superior à apurada no mês anterior (0,37%). Em março de 2013, o IPC havia registrado variação de 0,36%, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). No acumulado dos últimos 12 meses (abr. 2013-mar. 2014), a taxa situou-se em 5,42%, resultado superior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (mar. 2013-fev. 2014), que foi 5,24%.
Em março de 2014, os produtos e serviços que tiveram maiores contribuições positivas na formação da taxa, com suas respectivas variações de preços, foram: Automóvel novo (1,63%), Televisor (30,00%), Anuidade de Conselhos Regionais de Classes (1,72%), Batata inglesa (37,37%), Camiseta, blusa e blusão feminino (5,36%), Melancia (54,47%), Cerimônias familiares e religiosas (3,76%), Carne seca (5,13%), Gasolina (0,65%) e Empregado doméstico (1,15%). Em contrapartida, os produtos cujos preços exerceram maiores pressões negativas foram: Ônibus à distância (4,32%), Perfume (1,47%), Móvel pra sala (1,53%), Sandália de mulher (4,78%), Seguro voluntário de veículos (3,17%), Produto para cabelo (3,26%), Açúcar cristal (2,17%), Leite pasteurizado (2,28%), Conjunto feminino (3,39%) e Sapato masculino (3,76%).
Dos 375 produtos e serviços pesquisados pela SEI no mês de março, 157 registraram alta nos preços, 109 não tiveram alterações e 109 apresentaram decréscimos.
Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços mais aumentaram em março do ano corrente foram melancia (54,47%), batata inglesa (37,37%), televisor (30,00%), short infantil (19,55%), limão (11,58%), ferro elétrico (11,25%), tomate (11,25%), abacaxi (10,70%), coco (10,50%), saia infantil (9,08%).
DESEMPENHO DOS GRUPOS
Dos sete grandes grupos que compõem o IPC/SEI, seis registraram acréscimos, enquanto um variou negativamente. Em Artigos de residência houve variação positiva de 1,66%, motivado pelos aumentos nos preços de televisor (30,00%), ferro elétrico (11,25%) e ventilador e exaustor (8,97%). O grupo de Alimentos e bebidas apresentou aumento de 0,90%, sendo que, dos subgrupos, Alimentação no domicílio (1,08%), Alimentação fora do domicílio (0,53%) e Alimentos prontos (0,16%) aumentaram. Despesas pessoais registrou elevação de 0,72%, causada pelo aumento nos preços do cigarro (4,75%), livro didático (8,95%), caderno (4,51%) e cerimônias religiosas e familiares (3,76%).
Em Transporte e comunicação observou-se aumento de 0,33%, em decorrência das variações nos preços de passagem aérea (6,67%), automóvel novo (1,63%) e automóvel de passeio importado (1,50%). Vestuário apresentou aumento de 018%, motivado pelos reajustes nos preços de short infantil (19,55%), saia infantil (9,08%) e saia feminina (7,89%). Habitação e encargos teve elevação de 0,14% por causa dos aumentos de sabão em pó e em pedra (0,79%), detergente (0,76%) e condomínio (0,47%). E Saúde e cuidados pessoais foi o único grupo que registrou redução no mês de março chegando a -0,04 %, causado pela queda nos preços de produto para cabelo (3,26%), perfume (1,47%), sabonete (0,79%) e desodorante (0,73%).
Cesta apresenta aumento de 1,62% em março
A ração essencial mínima definida pelo Decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 249,76 em março de 2014, representando um aumento de 1,62% quando comparado com o mês de fevereiro de 2014, no qual ocorreu aumento de 0,62%.
Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, oito registraram acréscimo nos preços: tomate (11,25%), açúcar cristal (5,40%), feijão (4,64%), arroz (1,62%), pão francês (1,22%), óleo de soja (0,96%), manteiga (0,72%) e carne bovina (0,54%). Por sua vez, apenas três registraram redução nos preços: banana da prata (-6,06%), leite pasteurizado (-2,28%), farinha de mandioca (-1,71%). Permaneceu estável somente o café moído.
No mês em análise, o tempo de trabalho necessário para se obter a cesta básica foi 89 horas e 59 minuto, e o trabalhador comprometeu 37,50% do salário mínimo líquido[1] para adquirir os 12 produtos.