João Leão apresenta demandas da Bahia ao presidente interino e ao ministro da Fazenda

21/06/2016
O vice-governador e secretário do Planejamento João Leão, apresentou as demandas da Bahia nesta segunda-feira (20), ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente interino da República, Michel Temer, em Brasília.

A reunião da manhã reuniu 18 chefes do Executivo nos estados, entre governadores e vices. À tarde, o grupo seguiu para o Ministério da Fazenda, onde foram recebidos pelo ministro Henrique Meireles. O último encontro foi às 15h, no Palácio do Planalto, com o presidente interino da República, Michel Temer.

Os Estados selaram um acordo para renegociação da dívida pública. De acordo com o que ficou estabelecido pela União, a Bahia só voltará a pagar os débitos com o Governo Federal a partir de janeiro de 2017. Para além da renegociação da dívida, o Estado da Bahia quer rápida resposta no processo de liberação de crédito internacional, além do cumprimento da transferência de verbas obrigatórias e a continuidade de pagamentos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

João Leão reiterou a prioridade estabelecida pelo governador Rui Costa durante encontro preparatório entre governadores, vices e secretários de Fazenda realizado na residência oficial do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, na manhã desta segunda (20).

“A reunião prévia foi altamente produtiva, porém a Bahia fez o dever de casa com um freio de arrumação que conseguimos dar lá atrás. Nosso endividamento é relativo, porque estamos com o Estado arrumado. Nós queremos é investimento”, disse o vice-governador ao sair da reunião.

Leão também listou as obras prioritárias para o estado. “Queremos colocar a Ferrovia Oeste-Leste para andar, o Porto Sul, a Ponte Salvador-Itaparica, melhorar a situação das rodovias”. O vice-governador assinalou ainda que há estados com reais problemas com a questão da dívida com a União e outros sem conseguir pagar a folha de pessoal, o que não é a realidade da Bahia. “O que queremos realmente é aumentar a infraestrutura no estado”, enfatizou o vice-governador.

A Bahia é um dos poucos estados brasileiros que não parcelou ou atrasou o pagamento dos servidores e tem tomado todas as medidas necessárias para garantir o equilíbrio das finanças.