Pequenas e médias cidades fazem o Brasil crescer, diz Gabrielli

19/07/2013

O crescimento econômico das cidades pequenas tem sido maior que o das cidades de porte médio, assim como as cidades médias têm apresentado um ritmo mais acelerado que as grandes. Esse crescimento mais acentuado em localidades mais pobres e que, por isso, contam com uma infraestrutura mais precária é um desafio a ser superado. Essa e outras questões que precisam de reflexão para que sejam encontradas as soluções mais adequadas foram apontadas pelo secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, que, representando o governador Jaques Wagner, participou, nesta quinta (18), da abertura do XXVII Encontro de Entidades de Economistas do Nordeste (ENE), realizado no auditório da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb).

[caption id="attachment_4610" align="alignright" width="300"]Encontro de Economia Encontro de Economia[/caption]

Com o tema “Região Nordeste: expoente do crescimento econômico”, o evento foi promovido pelo Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-Bahia) e teve o apoio da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à secretaria do Planejamento (Seplan), bem do Desembahia, Bahiagás e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

Entre os temas abordados nesta edição do encontro estão o panorama da indústria, do turismo, do agronegócio, do empreendedorismo e a captação de recursos para financiamento dessas áreas na região Nordeste do Brasil. “O Brasil é um país complexo, mas a capacidade de desenvolvimento do Nordeste é ilimitada, apesar de problemas como a seca e as diferenças sociais. Precisamos pensar nas possibilidades de abertura de oportunidades para o Nordeste”, pregou Marcelo José dos Santos, presidente do Corecon-Bahia. A ênfase na necessidade de adoção de medidas para superação dos entraves também foi dada pelo vice-presidente da Fieb, Reinaldo Sampaio. “É preciso um exercício de reflexão permanente para romper com o atraso secular e injustificável do Nordeste’, disse ele. “Essas discussões devem servir como base para uma produção teórica voltada para a retomada do crescimento, não só do Nordeste, mas do Brasil”, acrescentou Luiz Alberto de Souza Aranha Machado, vice-presidente do Conselho Federal de Economia. Em sua fala, José Sergio Gabrielli fez um retrospecto histórico, resgatando os pensamentos econômicos de Celso Furtado e Rômulo Almeida. Ele destacou ainda os ciclos de crescimento de 40 anos vividos pelo Brasil e pelo Nordeste. Entre 1910 1 1950, por exemplo, a atividade exportadora foi alavancada pelos bens agrícolas, com base no fumo e do açúcar, no caso da Bahia. Na década de 50 também foram criadas a Eletrobras, Petrobras, BNDES, Sudene e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Entre as décadas de 1950 e 1990, houve uma fase de transição, notadamente com a ampliação da capacidade de produção e do mercado internacional. Neste século XXI, destacou Gabrielli, houve um retorno, com a busca de mecanismo endógenos para o desenvolvimento ser sustentável. Nesse novo cenário, diz, os desafios estão em como expandir rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos, universidades, escolas técnicas, capacidade de armazenamento, uso de novas tecnologias, entre outros.