O projeto de construção da ponte Salvador-Itaparica, que é parte de um projeto indutor de desenvolvimento econômico e social da Região Metropolitana de Salvador (RMS), Recôncavo e eixo litorâneo sul, recebeu, nesta quinta-feira (11), o apoio da Associação dos Municípios do Baixo Sul, durante o evento dos Diálogos Territoriais, que aconteceu no município de Valença.
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Diálogos Territoriais | Baixo Sul - Valença | Abertura | Crédito: Lucas Peixoto[/caption]
O projeto foi um dos temas principais da apresentação do secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, para prefeitos, empresários e a sociedade civil, que teve como foco as ações realizadas e projetadas no Território do Baixo Sul, bem como as iniciativas dentro da área de influência dos quinze municípios do Território.
De acordo com a prefeita de Valença, Jucélia Nascimento, “a construção do empreendimento certamente trará desenvolvimento para a nossa região, em especial com o aumento do fluxo de pessoas e veículos, o que significa que devemos, com urgência, nos planejar”, afirma a prefeita.
Na mesma direção, o coordenador do Colegiado Territorial, Eduardo Azevedo, destaca que a partir da construção da ponte haverá uma explosão de crescimento, especialmente na área turística. “O ponto de equilíbrio é ser sustentável. O Baixo Sul é um dos poucos espaços onde existe a boa convivência entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental e devemos continuar assim”, pontua Eduardo.
Para garantir este objetivo, uma das soluções apontadas pelo prefeito de Iguapiúna e presidente da Associação dos Municípios do Baixo Sul, Leandro Santos, é a criação de um anel rodoviário no município de Valença, a fim de minimizar o fluxo no centro da cidade e possibilitar que a BA 001 seja uma alternativa para veículos pesados.
Projeto No primeiro trimestre de 2014 será lançado o edital para concessão da ponte Salvador-Itaparica. Para tanto, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Planejamento (Seplan), elaborou um cronograma de ações para este ano, que inclui a publicação de editais para contratação de estudos de engenharia e de impactos ambientais, sondagem, masterplan urbanístico, bem como um plano de atração de indústrias aliado a uma estratégia de desenvolvimento social.
Para auxiliar na modelagem econômica e financeira, criação de plano de desenvolvimento da região e apoio aos estudos técnicos a serem realizados, o Governo do Estado contratou a McKinsey & Company, uma consultoria internacional com ampla expertise em projetos de desenvolvimento, infraestrutura e financiamento para governos em todo o mundo.
Realizações Entre as principais ações realizadas pelo Governo do Estado no Território, destaca-se a ampliação da cobertura do número de domicílios ligados à rede de água e esgoto, 67% e 79%, respectivamente. “As intervenções estruturais não se limitaram ao saneamento. Implantamos, recuperamos e demos manutenção em mais de 180 km de rodovias, beneficiando dez dos quinze municípios do Baixo Sul, além de construirmos mais de 2 mil unidades habitacionais”, destaca Gabrielli.
Avanços na área social também foram pontuados. “No ano 2000, 38,3% das famílias do Baixo Sul encontravam-se na condição de extrema pobreza, já em 2010 este número caiu para 17,7%. O número de postos de trabalho também melhoram, saltando de 20 mil para 29 mil no mesmo período”, ressalta o secretário.
Por outro lado, apesar de ser considerado um território privilegiado do ponto de vista ambiental e econômico, os indicadores sociais ainda precisam ser melhorados. “Em onze dos quinze municípios, o total de recursos transferidos diretamente as famílias, tendo como origem os benefícios de prestação continuada, Bolsa Família e aposentadoria rural, ultrapassam o volume de dinheiro que as prefeituras recebem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, conclui.