Previsão de crescimento da Bahia em 2014 é de 4,4%

14/05/2013

A Bahia deve crescer 2,5% em 2013 e 4,4% em 2014. A previsão para o próximo ano foi apresentada na tarde de hoje (14) pelo secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, que fez a entrega do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2014 ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo. A recuperação mais consistente do Produto Interno Bruto (PIB) baiano em 2014 deverá, especialmente, aos investimentos públicos em infraestrutura, obras de mobilidade urbana e moradias, além da consolidação de investimentos industriais importantes e a realização dos jogos da Copa do Mundo, que impulsionarão o setor de serviços, favorecendo a atividade econômica.

Gabrielli acrescenta ainda que outros fatores reforçam este otimismo. É o caso da efetivação das obras de infraestrutura logística, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, somadas aos investimentos em energia e em exploração de recursos minerais, que deverão trazer significativos impactos sobre a atividade econômica e a geração de emprego e renda. Além disso, espera-se um incremento do comércio exterior baiano nos próximo anos.

A estimativa do PIB de 2,5% em 2013 deve-se ao prolongamento da estiagem no território baiano e do menor ritmo de crescimento da indústria de transformação e construção civil. Como efeito da seca, considerada a mais severa dos últimos 50 anos, projeta-se uma redução do PIB Agropecuário de 2013 em 10%.

O secretário do Planejamento explica que a demanda continuará se expandindo, mesmo que em velocidade menor, puxada pela ainda robusta massa salarial, disponibilidade de crédito e manifestação do nível de transferência de renda. “Os investimentos privados também poderão ser intensificados, decorrentes das condições de financiamento, desoneração tributárias e da folha de pagamentos e estoques ajustados”, acrescenta Gabrielli.

Para 2014, entretanto, a expectativa para o setor Agropecuário é mais otimista, com incremento de 12%. O resultado positivo seria fruto de uma esperada regularidade dos índices pluviométricos e pelos esforços de recomposição do setor, considerando também o efeito estatístico sobre o indicador.

BRASIL – No cenário nacional, a previsão de crescimento da economia brasileira é de 3% em 2013 e 3,5% em 2014. No ano passado, o resultado foi abaixo do esperado, com o crescimento discreto de 0,9% do PIB. Isso deveu-se, pelo lado da oferta, às debilidades na produção dos setores agropecuário e industrial – com redução de 2,3% e 0,8% respectivamente, e ao crescimento do setor de serviços em 1,7%; enquanto que, pelo lado da demanda, o aumento do consumo agregado do Governo em 3,2% e das famílias em 3,1% foram preponderantes. Contudo, Gabrielli observa que as políticas de estímulos ao longo do ano ajudaram a manter o nível de consumo e relativizar o cenário de incerteza em contraposição à falta de confiança na economia internacional.

A economia baiana em 2012, por sua vez, mostrou um significativo crescimento do PIB, na ordem de 3,1%, mesmo levando em conta a forte seca que atingiu boa parte do Estado e o baixo avanço da economia nacional. Os protagonistas do crescimento baiano, como ressalta o secretário do Planejamento, foram os setores de serviços e de indústria, com, respectivamente, 4,2% e 3,8%.

EMPREGOS - A geração de emprego na Bahia em 2012 foi positiva, com um saldo de 36.847 novos postos ocupados. Segundo José Sergio Gabrielli, o mercado de trabalho continuou aquecido e possibilitou ganhos na renda média do trabalhador e a queda na taxa de desemprego. Esse quadro para os próximos anos, avalia, continuará ancorado na demanda doméstica, com manutenção do nível de rendimento e desemprego em patamares baixos.

O secretário do Planejamento observa que, para retomar o crescimento e manter a competitividade da economia brasileira e a manutenção dos níveis de emprego, o governo vem realizando intensas desonerações tributárias em vários setores. No entanto, parte dessas desonerações setoriais impactam negativamente na arrecadação no curto e médio prazos, interferindo na redistribuição dos fundos (FPE e FPM), sobretudo nas regiões mais pobres, que são as que mais dependem destas fontes de recursos. Ele destaca ainda as incertezas que rondam o Pacto Federativo que incluem as alterações nos critérios de repartição do FPE, a nova redistribuição dos royalties e a unificação/redução das alíquotas de ICMS nas operações interestaduais.

“Em que pese as medidas de política fiscal e monetária adotadas pelo Governo Federal, espera-se um aumento no ritmo de crescimento das economias brasileira e baiana. Neste contexto, as metas para os indicadores fiscais do Estado foram estabelecidas de modo a evidenciar o compromisso do Governo com a sustentabilidade da dívida e com os princípios de responsabilidade fiscal no gasto dos recursos públicos”, frisou Gabrielli.