Produção industrial baiana cresceu 2,5% em abril

07/06/2013

A produção industrial baiana cresceu 2,5% em abril de 2013, na comparação com março, mês imediatamente anterior. A taxa foi a segunda melhor entre os 14 locais pesquisados no País. Os avanços mais acentuados foram registrados por Minas Gerais (2,8%), Bahia (2,5%) e Pernambuco (2,3%). Região Nordeste (1,2%), São Paulo (1,0%), Espírito Santo (0,7%), Santa Catarina (0,2%), Rio Grande do Sul (0,2%) e Paraná (0,1%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas, mas que foram menos intensas do que a média nacional (1,8%). Ceará (0,0%) ficou estável, enquanto os resultados negativos foram observados no Pará (-1,4%), Goiás (-1,2%), Rio de Janeiro (-0,4%) e Amazonas (-0,4%).

De acordo com o secretário do Planejamento do Estado, José Sergio Gabrielli, três elementos são importantes nesse resultado: “O primeiro refere-se a um crescimento generalizado do setor industrial, pois oito dos nove segmentos tiveram resultado positivo. Em segundo lugar, a intensidade do crescimento é a maior do Brasil e por fim, os setores que mais cresceram são os tradicionais (refino, celulose e petroquímica), o que significa que haverá rebatimento em outros aspectos da economia, como a aceleração das exportações e intensificação do comércio inter-regional e da relação entre indústria e comércio”, afirma Gabrielli. O secretário explica ainda que isto é mais um sinal da continuidade do crescimento, que aliado a manutenção do nível de renda e a expansão do comércio, serviços e construção civil, criará o ambiente adequado para a economia baiana.

Na comparação com igual mês do ano anterior (abril2013/abril2012), a Bahia apresentou crescimento de 13,5%, melhor resultado entre os 14 locais pesquisados. As taxas positivas mais intensas foram observadas na Bahia (13,5%), Rio Grande do Sul (11,2%) e São Paulo (10,7%). No caso da Bahia, o resultado deveu-se, principalmente, pelo comportamento positivo dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (óleo diesel e gasolina automotiva), produtos químicos (resinas termoplásticas) e celulose, papel e produtos de papel (celulose). Amazonas (9,6%), Paraná (8,7%), região Nordeste (8,5%), Ceará (8,2%), Goiás (8,2%), Rio de Janeiro (7,4%), Santa Catarina (7,1%), Pernambuco (4,9%) e Minas Gerais (1,8%) completaram o conjunto de locais que assinalaram taxas positivas nesse mês. Pará (-16,2%) e Espírito Santo (-8,0%) assinalaram os resultados negativos no índice mensal de abril. Desta forma, a indústria nacional avançou 8,4%, nessa base de comparação, uma vez que 12 dos 14 locais pesquisados apresentaram resultado positivo.

No acumulado do ano, a indústria baiana registrou expansão de 4,9%, e, no acumulado dos últimos 12 meses, houve acréscimo de 4,1%.

ANÁLISE DOS SETORES DE ATIVIDADES

Contribuíram para o resultado de abril (13,5%), comparado com o mesmo mês do ano anterior, os segmentos da indústria de transformação, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (20,3%), em razão do aumento na produção de óleo diesel, óleos combustíveis e gasolina automotiva e de Produtos químicos (14,1%), influenciado pelo aumento em policloreto de vinila (PVC) e hidróxido de sódio (soda cáustica). Outras contribuições positivas foram registradas por Celulose e papel (21,1%), Metalurgia básica (14,7%), Veículos (41,9%) e Borracha e plástico (10,6%). A única contribuição negativa foi observada no setor de Minerais não metálicos (-0,7%). Segundo o Coordenador da SEI, Luiz Mário Ribeiro Vieira, “esse resultado é expressivo porque o grau de difusão do crescimento é elevado, atingindo oito dos nove segmentos da indústria geral”.

Influenciaram positivamente para o resultado do primeiro quadrimestre do ano (4,9%), comparado com o mesmo período do ano anterior, cinco dos oito segmentos da Indústria de Transformação, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (20,3%), Metalurgia (12,0%), Celulose e papel (6,0%), Veículos automotores (29,7%) e Borracha e plástico (14,6%). Negativamente, destacaram-se Alimentos e bebidas (-8,6%), Produtos químicos (-1,5%) e Minerais não metálicos (-3,2%). Já para o resultado do acumulado dos últimos doze meses (4,1%), comparado com o mesmo período do ano anterior, dos oito segmentos da indústria de transformação seis contribuíram positivamente, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (14,5%), Celulose e papel (6,6%), Borracha e plástico (13,4%), Produtos químicos (1,1%) e Veículos (16,2%). Por outro lado, as influências negativas vieram de Alimentos e bebidas (-3,5%) e Metalurgia básica (-5,3%).

Confira os dados completos na tabela abaixo: Indústria e Principais Gêneros

Bahia - Taxa de Crescimento | Abril – 2013

     Em %

Classes e Gêneros

No mês(1)

Mensal(2)

No ano(3)

Acum. 12 meses(3)

Indústria geral

2,5

13,5

4,9

4,1

Extrativa mineral

-6,3

1,8

1,3

2,2

Indústria de transformação

4,2

14,1

5,1

4,2

Alimentos e bebidas

2,3

1,0

-8,6

-3,5

Celulose, papel e produtos de papel

33,7

21,1

6,0

6,6

Refino de petróleo e álcool

-6,4

20,6

20,3

14,5

Produtos químicos

7,7

14,2

-1,5

1,1

Borracha e plástico

-0,4

10,6

14,6

13,4

Minerais não metálicos

3,4

-0,7

-3,2

1,2

Metalurgia básica

-3,0

14,7

12,0

-5,3

Veículos automotores

3,1

41,9

29,7

16,2

Notas:     (1) Com ajuste sazonal (2) Em relação ao mesmo mês do ano anterior (3) Em relação ao mesmo período do ano anterior