Produção industrial baiana cresceu 6,8% em setembro

11/11/2013
Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, apontam que a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) apresentou, em setembro de 2013, variação positiva com taxa de 6,8%, na comparação com o mês de agosto de 2013, série com ajuste sazonal. O resultado recupera parte da perda de 8,6% de agosto último.Na comparação com setembro de 2012, houve aumento de 4,3%, enquanto no período de janeiro a setembro de 2013 o indicador acumulou 5,8%. O indicador acumulado em 12 meses apresentou taxa de 6,7%. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). No confronto setembro13/setembro12, a indústria apresentou acréscimo de 4,3%. Seis dos oito segmentos da indústria de transformação registraram acréscimo. As principais contribuições positivas foram registradas por Refino de petróleo e produção de álcool (22,2%); impulsionada pela maior fabricação de óleo diesel e outros óleos combustíveis e gasolina. Destacaram-se também os acréscimos de Celulose e papel (9,5%); Borracha e plástico (11,8%); Minerais não metálicos (9,6%); Metalurgia básica (3,0%); e Veículos (16,9%). Luiz Mário Vieira, coordenador de Acompanhamento Conjuntural, explica que outro destaque positivo é o setor de Minerais não Metálicos, que após quedas desde dezembro de 2012, apresentou o segundo resultado positivo consecutivo, com taxa de crescimento significativa no mês de setembro (9,6%), em razão do aumento na produção de cimento e ladrilho e placa cerâmica para pavimentação e revestimento, indicando provável retomada no setor da Construção civil. Em setembro de 2013, comparado ao mesmo período do ano anterior, a Bahia ocupa a sexta posição entre os estados pesquisados, atrás de Goiás (12,8%), Rio Grande do Sul (8,8%), Paraná (11,3%), Santa Catarina (5,8%) e Ceará (4,5%). O principal impacto negativo veio de Produtos químicos (-12,1%), pressionado pela paralisação de algumas unidades produtivas locais, em função do desligamento do setor elétrico ocorrido na região Nordeste no final do mês de agosto e pelas paradas programadas para manutenção. Considerando-se os produtos, ocorreu a menor fabricação de etileno não-saturado, xilenos não saturados e polietileno de alta densidade (PEAD). Outra contribuição negativa foi registrada por Alimentos e bebidas (-4,6%), em razão da queda na produção de refrigerantes e tortas, bagaços e farelos de soja. No período de janeiro a setembro de 2013 – acumulado do ano, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou acréscimo de 5,8%. Seis dos oito segmentos da Indústria de Transformação influenciaram o resultado no período, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (15,5%), Metalurgia (30,2%), Veículos (31,9%), Celulose e papel (4,4%), Borracha e plástico (9,2%) e Produtos químicos (0,2%). Negativamente, figuraram os segmentos de Alimentos e bebidas (-6,4%) e Minerais não metálicos (-0,7%). No acumulado em 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana assinalou crescimento de 6,7%, mantendo a trajetória ascendente iniciada em fevereiro último (2,8%). Na análise trimestral, a indústria baiana assinalou o quinto trimestre consecutivo de expansão na produção, mas mostrou redução no ritmo de crescimento na passagem do segundo (9,6%) para o terceiro trimestre de 2013 (5,5%), ambas as comparações em relação a iguais períodos do ano anterior.  A redução foi influenciada principalmente pela diminuição do crescimento nos setores Produtos Químicos (de 11 para -3,5%) e Celulose, papel e produtos de papel (de 8,1 para 3,7%).