Produção industrial baiana recuou 1,2% em fevereiro

09/04/2014
Mesmo com resultado negativo, Bahia teve o melhor desempenho do Nordeste A produção da indústria baiana apresentou, em fevereiro, retração de 1,2% em relação ao mês de janeiro deste ano, segundos dados da Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No conjunto do país, houve leve incremento de 0,4% nesta base de comparação, sendo que as maiores quedas aconteceram no Espírito Santo (-4,3%), Pernambuco (-3,9%), Região Nordeste (-1,7%), Ceará (-1,6%) e Minas Gerais (-1,6%), tendo a Bahia apresentado a menor queda (-1,2%). Segundo análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), na comparação entre janeiro e fevereiro, apesar da forte queda na produção de automóveis (-31,5%), o setor de produtos químicos foi o que mais pesou para a taxa geral negativa. Já o setor de Refino de petróleo e álcool apresentou a maior contribuição positiva, com 8,9% de crescimento. “O setor de automóveis vinha bastante aquecido com a política de redução do IPI. Esse freio na produção de novos veículos automotores reflete o desquecimento nas vendas tanto para o mercado interno quanto para o mercado externo”, explica Carla Janira Nascimento, analista da SEI. No confronto entre fevereiro de 2014 com fevereiro de 2013, a indústria baiana apresentou acréscimo de 0,1%, com seis das nove atividades pesquisadas mostrando aumento na produção. O resultado positivo no indicador é atribuído, principalmente, ao segmento de Refino de petróleo e produção de álcool (10,1%), impulsionado pela maior fabricação de óleo diesel e outros óleos combustíveis, gasolina automotiva e querosenes de aviação. Vale citar ainda os avanços vindos de Metalurgia básica (4,9%), Celulose e papel (2,4%) e Minerais não metálicos (7,0%). As contribuições negativas ficaram com os setores de Produtos químicos (-5,7%), Alimentos e bebidas (-6,2%%) e Veículos (-37,1%). No acumulado do ano de 2014 (1º bimestre), comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 0,1%. Cinco dos oito segmentos da Indústria de Transformação influenciaram o resultado no período, com destaque para Alimentos e bebidas (-11,0%), pressionado em grande parte pela redução na produção de farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja e óleo de soja refinado e Veículos (-53,3%). Positivamente, destacaram-se Refino de petróleo e produção de álcool (11,3%) e Produtos químicos (1,5%). No acumulado em 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana assinalou crescimento de 3,3%. Dos oito segmentos da indústria de transformação seis apresentaram acréscimo no período, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (13,0%), Metalurgia (19,4%) e Minerais não metálicos (3,7%). Por outro lado, as influências negativas vieram de Alimentos e bebidas (-7,8%) e Celulose e papel (-0,6%).