A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou nesta quinta (22/08) o Boletim Resultados da Pnad 2011 - Educação, elaborado a partir dos microdados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD), analisando os principais indicadores educacionais da Bahia para o período 2006 a 2011.
O boletim mostra que entre 2006 e 2011, podem-se constatar avanços nos indicadores educacionais baianos: a taxa de analfabetismo diminuiu de 19% para 14%; a presença de jovens de 15 a 17 anos na escola aumentou de 79% para 84%; a proporção de crianças de 7 a 14 anos da zona rural baiana, cursando o ensino fundamental, aumentou de 93% para 96% no período, dentre outros avanços. Segundo Armando Castro, diretor de pesquisas da SEI: “o programa Bolsa Família, ao condicionar o benefício à presença das crianças na escola, ajuda a melhorar consideravelmente os indicadores educacionais no estado, em especial entre os mais pobres e nas zonas rurais”.
O boletim aponta também os entraves que precisam ser superados no quesito educacional do estado: em 2011 aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, de 15 anos ou mais, não sabiam ler nem escrever no estado da Bahia, “contudo, a pesquisa mostra que o número de analfabetos diminuiu em 313 mil pessoas nos cinco anos observados”, afirma Armando Castro.
Outra questão avaliada no Boletim foi a escolaridade do baiano por raça/cor. De acordo com a PNAD, a escolaridade de brancos e negros aumentou, sendo que a proporção dos primeiros com 11 anos ou mais de estudo passou de 52% para 60% entre 2006 e 2011, e dos segundos passou de 39% para 52% no mesmo período, reduzindo a desigualdade entre os grupos. “De modo geral, a escolaridade do baiano tem aumentado ao longo do tempo, pois a diferença entre demanda e oferta no sistema educacional tem sido cada vez menor, deslocando o problema da educação para a questão da qualidade da oferta”, afirmou Armando Castro.
Para conhecer a pesquisa na íntegra acesse o site da SEI www.sei.ba.gov.br, na seção Estudos Populacionais, PNAD 2011.
