17/06/2019
Chineses, italianos, espanhóis e franceses participaram de discussão sobre o Sistema Viário Oeste (SVO) nesta segunda-feira (17), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O encontro reuniu representantes das empresas interessadas, do Governo do Estado e dos organismos financiadores nacionais e estrangeiros.
O projeto, que inclui a construção da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, está orçado em R$ 5,34 bilhões, com aporte de R$ 1,51 bilhão do Governo do Estado. Além disso, a iniciativa abrirá perspectiva para que a região diretamente impactada receba, durante a concessão, investimentos públicos e privados três vezes maiores que os recursos gastos na obra.
No encontro, o gerente de Mobilidade Urbana, Portos e Aeroportos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rafael Ferraz, destacou que a Bahia oferece segurança institucional para grandes investimentos. "Nós temos na Bahia um caso de bastante sucesso, que é o Metrô de Salvador. O projeto da ponte também foi bem feito. A expectativa é por uma concorrência boa no leilão", disse.
Para o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, a presença dos empresários e organismos financiadores demonstra a importância do projeto. “Esta talvez seja a última reunião com interessados não apenas na participação da construção da ponte, mas também no financiamento. Além do BNDES e da Desenbahia, estão presentes bancos e agências de fomento internacionais. Nós vamos lançar o edital no máximo até 30 de julho e vamos abrir o edital na Bolsa de São Paulo até o fim de setembro", afirmou.
Já o vice-governador e secretário do Desenvolvimento Econômico, João Leão, informou que o Governo do Estado garante, no projeto, um número mínimo de tráfego para a viabilidade econômica da ponte Salvador-Itaparica. “O nosso projeto é de desenvolvimento econômico para o estado. Então esta não é uma ponte que vai servir apenas para Salvador e Itaparica, mas será um novo vetor de desenvolvimento para todo o estado, da mesma maneira que foram o Polo Petroquímico e o Centro Industrial de Aratu, nas décadas de 70/80”.
O secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, ressaltou que o objetivo do encontro foi no sentido de consolidar, cada vez mais, a base de dados, e ao mesmo tempo dar consistência ao novo vetor de desenvolvimento da Bahia. “O Estado tem fixado algumas datas, mas a preocupação central aqui não é acelerar o processo, mas sim consubstanciá-lo para que a gente dê o start com todas as condições. O estado tomou precauções do ponto de vista das suas garantias, a questão fiscal, econômica e financeira, buscando demostrar uma solidez, associado a todo um estudo, um planejamento do quê que significará pra Bahia esse empreendimento”, destacou.
Pinheiro ainda pontuou que o interesse do estado é garantir também a atração de investimentos para o desenvolvimento da ilha de Itaparica, das cidades do entorno, também daquelas outras rotas que estão nas rodovias BA-0001, BR-101 e BR-116 e até a ligação com a BR 242, adentrando a Chapada e o Oeste. “Portanto é esse o espírito de desenvolvimento enquanto um vetor de crescimento tanto de arrecadação e de novas ofertas para o estado da Bahia”, completou o secretário.
O diretor-comercial da empresa italiana Salini Impreglio, Massimo Guala, ressaltou que a Bahia desponta como um estado que oferece segurança aos investidores. “Agora estamos chegando a um ponto interessante, com garantias apresentadas, como volume mínimo de trânsito e proteção cambial. São aspectos positivos". O secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, também participou do evento.
Sistema Viário do Oeste
O sistema beneficiará 10 milhões de pessoas, que vivem em cerca de 250 municípios da Bahia. Com a construção da ponte e demais intervenções viárias do projeto, a Ilha de Itaparica, o sul do Recôncavo e o território do Baixo Sul terão o crescimento socioeconômico estimulado, como ocorreu no Litoral Norte após a construção da Estrada do Coco e da Linha Verde.
O plano de desenvolvimento da região prevê o estímulo a nove setores: educação, saúde, segurança pública, logística, indústria naval, turismo, agricultura, comércio e construção civil. Em 30 anos, a expectativa é que o crescimento dessas atividades crie 100 mil novos postos de trabalho. A ponte Salvador-Ilha de Itaparica será a segunda maior da América Latina, com 12,4 quilômetros de extensão e ocupará a 23ª posição no ranking mundial de pontes.
O projeto, que inclui a construção da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, está orçado em R$ 5,34 bilhões, com aporte de R$ 1,51 bilhão do Governo do Estado. Além disso, a iniciativa abrirá perspectiva para que a região diretamente impactada receba, durante a concessão, investimentos públicos e privados três vezes maiores que os recursos gastos na obra.
No encontro, o gerente de Mobilidade Urbana, Portos e Aeroportos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Rafael Ferraz, destacou que a Bahia oferece segurança institucional para grandes investimentos. "Nós temos na Bahia um caso de bastante sucesso, que é o Metrô de Salvador. O projeto da ponte também foi bem feito. A expectativa é por uma concorrência boa no leilão", disse.
Para o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, a presença dos empresários e organismos financiadores demonstra a importância do projeto. “Esta talvez seja a última reunião com interessados não apenas na participação da construção da ponte, mas também no financiamento. Além do BNDES e da Desenbahia, estão presentes bancos e agências de fomento internacionais. Nós vamos lançar o edital no máximo até 30 de julho e vamos abrir o edital na Bolsa de São Paulo até o fim de setembro", afirmou.
Já o vice-governador e secretário do Desenvolvimento Econômico, João Leão, informou que o Governo do Estado garante, no projeto, um número mínimo de tráfego para a viabilidade econômica da ponte Salvador-Itaparica. “O nosso projeto é de desenvolvimento econômico para o estado. Então esta não é uma ponte que vai servir apenas para Salvador e Itaparica, mas será um novo vetor de desenvolvimento para todo o estado, da mesma maneira que foram o Polo Petroquímico e o Centro Industrial de Aratu, nas décadas de 70/80”.
O secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, ressaltou que o objetivo do encontro foi no sentido de consolidar, cada vez mais, a base de dados, e ao mesmo tempo dar consistência ao novo vetor de desenvolvimento da Bahia. “O Estado tem fixado algumas datas, mas a preocupação central aqui não é acelerar o processo, mas sim consubstanciá-lo para que a gente dê o start com todas as condições. O estado tomou precauções do ponto de vista das suas garantias, a questão fiscal, econômica e financeira, buscando demostrar uma solidez, associado a todo um estudo, um planejamento do quê que significará pra Bahia esse empreendimento”, destacou.
Pinheiro ainda pontuou que o interesse do estado é garantir também a atração de investimentos para o desenvolvimento da ilha de Itaparica, das cidades do entorno, também daquelas outras rotas que estão nas rodovias BA-0001, BR-101 e BR-116 e até a ligação com a BR 242, adentrando a Chapada e o Oeste. “Portanto é esse o espírito de desenvolvimento enquanto um vetor de crescimento tanto de arrecadação e de novas ofertas para o estado da Bahia”, completou o secretário.
O diretor-comercial da empresa italiana Salini Impreglio, Massimo Guala, ressaltou que a Bahia desponta como um estado que oferece segurança aos investidores. “Agora estamos chegando a um ponto interessante, com garantias apresentadas, como volume mínimo de trânsito e proteção cambial. São aspectos positivos". O secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, também participou do evento.
Sistema Viário do Oeste
O sistema beneficiará 10 milhões de pessoas, que vivem em cerca de 250 municípios da Bahia. Com a construção da ponte e demais intervenções viárias do projeto, a Ilha de Itaparica, o sul do Recôncavo e o território do Baixo Sul terão o crescimento socioeconômico estimulado, como ocorreu no Litoral Norte após a construção da Estrada do Coco e da Linha Verde.
O plano de desenvolvimento da região prevê o estímulo a nove setores: educação, saúde, segurança pública, logística, indústria naval, turismo, agricultura, comércio e construção civil. Em 30 anos, a expectativa é que o crescimento dessas atividades crie 100 mil novos postos de trabalho. A ponte Salvador-Ilha de Itaparica será a segunda maior da América Latina, com 12,4 quilômetros de extensão e ocupará a 23ª posição no ranking mundial de pontes.

