Sala Principal do Teatro Castro Alves
Consagrada como um dos mais importantes palcos do país, a Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) abriga 1.554 espectadores em um ambiente climatizado e beneficiado por um sofisticado projeto acústico, cujo detalhamento incluiu até mesmo o material usado na fabricação das poltronas e do carpete. O seu palco, no formato italiano, com uma boca de cena de 16 metros de largura por 9 metros de altura e um fosso com capacidade para abrigar até 80 músicos, foi projetado para receber produções de grandes proporções cênicas e espetáculos das mais variadas linguagens artísticas.
Do outro lado das cortinas, as belas paredes de jacarandá acolhem a plateia, que, independentemente da localização da poltrona, apreciam o espetáculo com conforto, visibilidade e boa acústica. Os bastidores são equipados com 14 camarins e uma sala de camareira. Por sua excelência técnica e variada programação artística, a Sala Principal do TCA é considerada uma referência nacional.
Símbolo da arquitetura moderna no Brasil, o Teatro Castro Alves foi considerado revolucionário. Em contraste com as edificações teatrais anteriores, marcadas pelo excesso de ornamentos, decoração rebuscada e plateias segmentadas, o TCA inaugurava uma nova interpretação para as casas de espetáculo, com o olhar detido na harmonia da plasticidade e direcionado para a eficiência técnica e artística, além de romper com a perspectiva elitista que durante tanto tempo orientou projetos arquitetônicos dessa natureza.
O TCA foi vanguardista na configuração de uma plateia única e homogênea, sem os tradicionais camarotes e a multiplicidade de entradas que faziam distinção do público: todos compartilham do mesmo espaço, entram e saem pelos mesmos portões. Adentrar a Sala Principal do TCA é uma experiência estética de muita potência.
Foyer da Sala Principal do TCA
Porta de entrada para a Sala Principal, o Foyer é cenário de muitos projetos institucionais e eventos de artistas locais e de instituições parceiras. Com mais de 600m², um café-lanchonete, banheiros e a garantia da acessibilidade para o público, o Foyer do TCA tem, além de sua privilegiada localização e infraestrutura, grandiosa beleza. Complementando o design moderno e arrojado do projeto de Bina Fonyat, é decorado com um belíssimo exemplar da obra de Carybé: um painel de 3,50m de altura por 17,5m de largura, composto por diferentes materiais, tais como pedra sabão, madeira, ferro e tela. Titulado de “Episódios da História da Bahia”, a obra, do ano de 1978, recebeu intervenções de restauro e conservação nos anos de 1993, quando foi transferida para o Foyer da Sala Principal, e de 2018. Há também um exemplar da obra de Mario Cravo Jr, uma escultura em madeira intitulada de “O Cangaceiro”, do ano de 1953.
Durante o período em que o teatro estava em ruínas, por conta do incêndio que destruiu parte do complexo antes de sua inauguração, os escombros da Sala Principal foram palco de uma programação histórica. Em 1960, o teatro recebeu a encenação da peça “A Ópera dos Três Tostões”, de Bertolt Brecht, que contou com a participação de 33 atores e 11 músicos. Inusitadamente, o teatro semidestruído teve seu palco batizado com uma montagem histórica, numa espécie de tradução daquela geração de artistas e intelectuais, que marcou definitivamente a vida cultural do país. Em junho de 1961, foi a vez da remontagem do espetáculo “Calígula”, de Albert Camus, com Nilda Spence, Sérgio Cardoso e grande elenco. Ambos os espetáculos foram dirigidos por Martim Gonçalves, fundador e diretor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, e tiveram cenografia assinada pela arquiteta Lina Bo Bardi. A atuação de Lina Bo Bardi nesse período é coroada também pela transformação do Foyer da Sala Principal na primeira sede do Museu de Arte Moderna da Bahia, do qual ela era diretora. Inaugurado em 6 de janeiro de 1960, Dia de Reis, o MAM-BA, cujo acervo inicial contou com obras de referência, ficou instalado no local até o final de 1963.
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Acessibilidade
A Sala Principal tem acesso por rampa com corrimão, possibilitando o deslocamento até a plateia, que possui local reservado para pessoas em cadeira de rodas. Para utilizar esta área, a pessoa com deficiência pode adquirir ingresso de qualquer fileira. Acompanhantes podem ser acomodados próximos, sendo recomendado adquirir ingressos das fileiras P ou Q.
O Complexo também dispõe de um veículo adaptado, para transporte de cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção, caso seja necessária circulação interna, a exemplo de chegada e saída pelo estacionamento.
Regras de Ocupação
- Os espetáculos na Sala Principal começam pontualmente e, em respeito ao público e aos artistas, é terminantemente proibida a entrada após o início da sessão. Por isso, programe-se para evitar atrasos.
- Não é permitida entrada com bebidas ou alimentos, nem consumo dos mesmos dentro da Sala.
- Não é permitida entrada com trajes de banho ou com sujeira aparente, a exemplo de areia nos pés.
- Não é permitida entrada com capacetes, mesmo em mãos.
- Não é permitida entrada portando instrumentos musicais, bandeiras com hastes de qualquer material, balões ou outros objetos que interfiram na visibilidade dos demais.
- Todas as pessoas devem ocupar as poltronas equivalentes aos seus ingressos; não é permitida circulação ou permanência em pé, em nenhuma área da Sala.
- Evite ruídos durante os espetáculos. O silêncio é fundamental para a concentração dos artistas e apreciação do espetáculo pelo público.
- Cobertura fotográfica e/ou de vídeo deve ser previamente autorizada pelas produções.
- Solicitamos que não utilizem telefone celular durante as sessões. Recomendamos manter aparelhos desligados ou em modo avião. Telefones no modo silencioso vibram e também incomodam. A luz da tela ou de flashes são um grande transtorno para as pessoas ao redor.