Existem artistas que retratam um país. E existem aqueles que ajudam a construí-lo no imaginário coletivo. Tarsila do Amaral pertence a esse grupo raro. Quase um século após a criação do Abaporu, obra que se tornou um dos maiores símbolos da cultura brasileira, sua visão estética continua moldando a forma como o Brasil é percebido dentro e fora de suas fronteiras. Foi Tarsila quem redefiniu cores, paisagens, personagens e referências populares brasileiras em uma linguagem artística inédita, capaz de unir vanguarda internacional e identidade nacional.
Mais do que uma das maiores pintoras da história do país, ela foi uma mulher à frente de seu tempo, protagonista de uma revolução cultural que redefiniu os rumos da arte brasileira. Claudia Raia reencena essa narrativa e retorna aos palcos para uma turnê nacional da superprodução musical “Tarsila, A Brasileira”, que terá apresentações em sete cidades até janeiro de 2027. A turnê passa por Salvador, no Teatro Castro Alves, de 26 a 29 de novembro, consolidando sua circulação nacional. Além de protagonista, a atriz é produtora deste espetáculo 100% nacional. A montagem, com texto e letras de Anna Toledo e José Possi Neto, que também assina a encenação e direção de arte, e a direção musical de Guilherme Terra, traz ainda Jarbas Homem de Mello dando vida a Oswald de Andrade.
Num verdadeiro passeio pelo início dos anos 1900, o público terá contato com ícones, como Anita Malfatti (Keila Bueno), Mário de Andrade (Renato Caetano) e Menotti Del Picchia (Ivan Parente), que, com Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, formaram o quinteto de modernistas que mudaram a história da arte brasileira. Além deles, completam o elenco de 21 atores-cantores: Liane Maya, Caru Truzzi, Matheus Paiva, Renato Bellini, Danilo Barbieri, Fernanda Salla, Dion Seabra, Marcos Lanza, Marilice Cosenza, Alvinho de Pádua, Karine Bonifácio, Larissa Grajauskas, Estêvão Souz, Maysa Mundim, Fernanda Godoy e Guilherme Pereira. Na equipe criativa de Tarsila - a Brasileira também estão Tony Lucchesi e Guilherme Terra (Música), Alonso Barros (Coreografia e Direção de Movimento), Renato Theobaldo (Cenário), Wagner Freire (Desenho de Luz), Tocko Michelazzo(Desenho de som), Fábio Namatame (Figurino) e Dicko Lorenzo (Visagismo).
Sinopse
A história tem início em 1922, quando Tarsila retorna de Paris para São Paulo e se aproxima do grupo modernista que transformaria a cultura brasileira. Entre encontros artísticos, descobertas criativas e o intenso romance com Oswald de Andrade, nasce uma das fases mais revolucionárias da arte nacional. A narrativa acompanha a vida entre São Paulo e Paris, os encontros com a vanguarda internacional, o surgimento do Movimento Antropofágico e a criação do Abaporu, obra máxima da colaboração artística entre Tarsila e Oswald.
Na segunda parte, o espetáculo retrata a crise de 1929, a perda de sua fortuna, a separação de Oswald, sua viagem à União Soviética, a fase social de sua pintura e os desafios enfrentados durante o governo Vargas. Entre perdas pessoais, reinvenções e novas paixões, Tarsila encontra na arte e na espiritualidade caminhos para ressignificar sua trajetória. O resultado é um retrato emocionante de uma mulher que atravessou transformações profundas em sua vida e no Brasil, deixando uma obra que permanece viva, atual e fundamental para compreender a cultura brasileira.
Mais do que uma biografia musical, “Tarsila, a Brasileira” é uma celebração da criatividade nacional, da força transformadora da arte e do legado de uma mulher que ajudou a imaginar o Brasil moderno. Uma mulher que transformou a arte brasileira Nascida em uma sociedade que reservava às mulheres espaços limitados de atuação, Tarsila construiu uma trajetória singular. Estudou em Paris, frequentou os círculos mais influentes da arte moderna internacional e conviveu com nomes como Pablo Picasso, Fernand Léger, Jean Cocteau, Erik Satie e Igor Stravinsky. Mas sua maior revolução foi fazer o caminho inverso ao esperado: em vez de importar referências europeias, transformou o Brasil em matéria-prima para uma nova estética.
Ao lado de Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia e Oswald de Andrade, integrou o grupo responsável por uma das mais importantes revoluções culturais do século XX. Sua produção artística ajudou a consolidar o Modernismo brasileiro e deu origem a imagens que atravessaram gerações e se tornaram símbolos da identidade nacional. Tarsila foi também uma pioneira. Em uma época em que poucas mulheres ocupavam posições de protagonismo intelectual e artístico, construiu uma carreira internacional, tornou-se uma das figuras centrais da cultura brasileira e deixou um legado que continua inspirando artistas, pesquisadores e novas gerações de mulheres.
SERVIÇO
TARSILA, A BRASILEIRA
Quando:
Quinta e sexta-feira, 26 e 27 de novembro, às 20h
Sábado, 28 de novembro, às 15 e às 20h
Domingo, 29 de novembro, às 18h
Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves
I- Filas B a P: R$ 350,00 (inteira) e R$ 175,00 (meia);
II- Filas R a Z: R$ 250,00 (inteira) e R$ 125,00 (meia);
III- Filas Z a Z11: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia).
Clientes BRASILPREV: 30% de desconto sobre o valor da inteira para clientes do BRASILPREV, através de cupom exclusivo enviado por e-mail. (descontos não acumulativos).
Ingressos disponibilizados: 765 ingressos inteiras e 509 ingressos meia-entrada
Classificação indicativa: 18 anos
Produção: Raia Produções
VENDAS
Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves (informações em www.ba.gov.br/tca/bilheteria) e no site da Sympla (www.sympla.com.br).
MEIA-ENTRADA
A concessão da meia-entrada é assegurada em 40% do total dos ingressos disponíveis para o evento. Estejam atentos! O Teatro Castro Alves cumpre a Lei Federal 12.933/2013, a Lei Estadual 14.765/2024 e a Lei Municipal nº 9.763/2023, que determinam que a comprovação do benefício de meia-entrada é obrigatória para aqueles que gozam deste direito.
Saiba mais em www.ba.gov.br/teatrocastroalves/meia-entrada
REGRAS DE OCUPAÇÃO
A Sala Principal começam pontualmente e não é permitida a entrada após o início da sessão. O público deve ocupar exclusivamente a poltrona correspondente ao ingresso, não sendo permitida circulação ou permanência em pé durante o espetáculo. Não é permitida a entrada com bebidas, alimentos, capacetes ou outros objetos que interfiram na visibilidade do público. Solicitamos que os telefones celulares permaneçam desligados ou em modo avião, que seja evitado qualquer ruído durante a apresentação.
Saiba mais em https://www.ba.gov.br/tca/iniciativas/sala-principal