Baiana de acarajé pode ter profissão reconhecida

19/11/2015
Considerada uma das primeiras iniciativas empreendedoras do país, a profissão de baiana de acarajé poderá compor a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A solicitação foi feita ao ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, pelo secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Álvaro Gomes, e os deputados federais Daniel Almeida e Davidson Magalhães, na tarde desta quarta-feira 18, em Brasília.

No documento, o titular da Setre ressalta o peso dessa atividade para a economia criativa do Estado, e a importância “dessas mulheres fortes, negras em sua maioria”, para a cultura da terra e seu simbolismo. Rossetto revelou-se sensível ao pedido e solicitou a realização de estudo.

A baiana de acarajé teve em 2005 o seu reconhecimento como patrimônio cultural imaterial brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). “É necessário mais um avanço rumo ao fortalecimento dessa profissão, que já é reconhecida pelo povo brasileiro”, disse Álvaro Gomes, que é presidente do Fórum Nacional das Secretarias Estaduais do Trabalho – Fonset.

A presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingaus, Receptivos e Similares do Estado da Bahia, Rita Santos, também acompanhou o secretário e os parlamentares na capital federal. A Bahia conta hoje com cerca de 6,5 mil baianas de acarajé, sendo 4,2 trabalhando em Salvador. No país, são cerca de 8 mil baianas de acarajé.



Ascom/Setre
19.11.2015
Gilmar Medeiros –DRT 1535