Catadores de material reciclável recebem apoio durante Carnaval

05/02/2016

Cerca de 1,5 mil catadores de resíduos sólidos que atuam no Carnaval da Bahia, recebem apoio nas sete centrais de apoio das ações EcoFolia Solidária - O Trabalho Decente Preserva o Meio Ambiente e da Rede Cata Bahia, durante os sete dias do Carnaval de Salvador. Há nove anos, a ação recebe apoio do Governo do Estado, que neste carnaval envolve as secretarias de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre);  Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e de Cultura (Secult).

Além de camisetas padronizadas e equipamentos de proteção individual, como luvas, protetores auditivos, botas e meias, os catadores recebem três refeições por dia. Na manhã desta sexta-feira (5) de Carnaval, os titulares da Setre, Álvaro Gomes, e da Secretaria de Justiça Social, Geraldo Reis, conferiram de perto o andamento dos trabalhos na Central de Apoio ao Catador localizada no Politeama.

De acordo com Álvaro, “é prioridade do Governo do Estado, e uma recomendação do governador Rui Costa, promover o trabalho decente. Portanto, temos investido para que possamos dar dignidade a estes trabalhadores para que eles não fiquem na invisibilidade. O trabalho dos catadores de resíduos sólidos é tão importante quanto o de qualquer outro trabalhador”.

Ainda de acordo com o titular da Setre, foi disponibilizada uma linha de crédito, em parceria firmada com a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) para que os catadores possam comercializar o que recolherem a preço de mercado, evitando atravessadores. “Os catadores não precisam vender a mercadoria a um preço baixo. A linha de crédito financia as cooperativas para que elas possam pagar o preço justo pelo material reciclável”.

Na opinião do secretário Geraldo Reis, ao apoiar a EcoFolia, o Poder Executivo evidencia a preocupação com o lado social durante a folia baiana. “É a junção de esforços das secretarias, e parceria com o governo federal, tentando acolher estas pessoas e dando dignidade a elas”.

Ana Maria Almeida, de 53 anos, e o filho dela, João Victor, 20, são do município de Camaçari e estão em Salvador catando latinhas de alumínio durante o Carnaval. “Faz cinco anos que trabalho com isso. A maneira que somos tratados aqui, de igual para igual, acho ótimo. Nem sempre a gente vem com o dinheiro do lanche. A gente já vem com a certeza de que não vamos gastar com lanche e almoço”.

Além do Politeama, as centrais de apoio estão localizadas na Montanha, Dois de Julho, Barra, Ondina, Pelourinho e Nordeste de Amaralina. Michele Almeida, diretora e presidente do Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia, explica que para participar da ação, basta que os catadores se cadastrem no local. Equipes se revezam no atendimento, que é 24 horas. “A partir do cadastro, temos a noção de quantos catadores passaram pelas centrais, quantos estão com necessidades pessoais, se têm ido ao médico, se já foi cooperativado. Esse diagnóstico é feito durante o Carnaval”.

Nos centrais, além do atendimento pessoal aos catadores, o que eles recolhem das ruas também é pesado, armazenado e, posteriormente, encaminhado às cooperativas de reciclagem.


Fonte:  Secom/GOVBA