08/06/2016
A produção de temperos processados é o carro-chefe na produção da Associação Sol Nascente. Com sede no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, a entidade também produz polpas de frutas, coco ralado, biscoitos e sequilhos.
A Sol Nascente foi uma das associações/cooperativas que apresentaram sua experiência no Seminário CrediSol - Experiências e Relatos, realizado nesta quarta-feira 9, pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). O seminário aconteceu na sede da Setre
Nos últimos dois anos, a Sol Nascente tomou R$ 20 mil em empréstimo pelo CrediSol – Programa de Crédito Solidário do Estado da Bahia. O programa é destinado a empreendimentos coletivos organizados, que atuam nas áreas de produção, serviços e comércio - sob a forma associativa ou cooperativista.
Com sete anos de atuação, o programa já liberou mais de R$ 1 milhão, atendendo 67 cooperativas, totalizando mais de 16 mil pessoas beneficiadas.
“O Governo tem priorizando ações que tenham um importante impacto social. O CrediSol é um exemplo disso. Agora, a meta é expandir o programa”, afirmou o secretário do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes, presente no evento.
Taxas - Para empreendimentos localizados nos municípios do Semiárido baiano a taxa de juros é de 5% ao ano; enquanto para os demais municípios, a taxa é de 6%.
Os empréstimos, no limite máximo de R$ 50 mil, podem ser utilizados como investimento fixo para a compra de equipamentos e instalações ou como capital de giro para as despesas correntes dos empreendimentos. Os interessados em obter essa linha de crédito orientado devem procurar os postos de atendimento do CrediBahia ou os Centros Públicos de Economia Solidária.
Carnaval – Desde 2007, o CrediSol apoia as cooperativas de resíduos sólidos durante o Carnaval de Salvador. Nesse período, foram liberados R$ 720 mil em empréstimo para as cooperativas e beneficiados quase 18 mil catadores.
Este ano, foi disponibilizada uma linha de crédito, em parceria firmada com a Desenbahia, no valor de R$ 98 mil, para que os catadores possam comercializar o que recolherem a preço de mercado, evitando atravessadores.
Para Michele Almeida, presidente da Central de Cooperativas, “esta linha de crédito é fundamental, já que permite a compra do material na mão dos catadores avulsos, garantindo um preço justo”.
Também participaram do evento o superintendente de Economia Solidário e Cooperativismo da Setre, Milton Barbosa, o Analista de Desenvolvimento da Desenbahia, Sérgio Fernandes e o de Microcrédito e Finanças Solidárias da Setre, Weslen Moreira.
08.06.2016
Ascom Setre
Tadeu Paz