23/07/2016
Divulgar os produtos, dar visibilidade aos empreendimentos de economia solidária e trocar experiências. Essas são as principais vantagens apontadas por empreendedores que participam de feiras de economia solidária.
A 12 ª Feira Inter-Territorial de Economia Popular e Solidária Riquezas da Terra e Direitos dos Povos: Pelo Desenvolvimento Territorial Sustentável e Solidário, que teve início nesta sexta-feira 22, e segue que segue até domingo 24, no município de Senhor do Bonfim, não poderia ser diferente.
Uma iniciativa do Grupo Regional de Economia Popular e Solidária (GREPS), o evento, que reúne empreendimentos solidários e de agricultura familiar de diversas regiões do estado, tem se consolidado como uma importante ferramenta para o fortalecimento desse segmento.
CESOL
Geleia e polpa de frutas são o carro-chefe dos produtos comercializados pela Cooperativa Monte Sabores, um dos 130 empreendimentos que participam da Feira. Com sede no município de Monte Santo, a cooperativa é assistida pelo Centro de Economia Solidária (Cesol) da Região.
Para o presidente da Monte Sabores, Charles Conceição da Costa, o trabalho do Cesol junto aos empreendimentos da região é de fundamental importância. “Identificamos alguns grupos informais que hoje fazem parte da Monte Sabores, graças ao trabalho de mapeamento do Cesol”, credita Charles.
Além da Monte Sabores, outros 50 empreendimentos que participam da feira em Senhor do Bonfim são assistidos pelo Centro Público de Economia Solidária. A Associação das Artesãs de Itiúba, formada por 30 mulheres é um desses empreendimentos.
A associação, que trabalha com artesanato, com a palha de licuri, tem como principal fonte de renda a venda realizada durante as feiras. “Além disso, já participamos de cursos de capacitação realizados pelo Cesol”, conta Marineide Nascimento, uma das cooperadas.
De acordo com o coordenador do Cesol, Luís Costa, a articulação do Centro Público com os empreendimentos foi fundamental para a realização da Feira. “Atualmente, o Cesol apoio 86 empreendimentos, nossa meta são 140. A participação em feiras é fundamental para escoar a mercadoria, um dos principais entraves do segmento”, pontua Luís.
O Cesol presta ações de formação, assistência técnica, divulgação, comercialização, crédito, expressão cultural e articulação social e política do movimento de economia solidária.
A coordenadora de Fomento a Economia Solidária da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, que representou o secretário Álvaro Gomes, ressaltou a prioridade que, desde 2007, o Governo do Estado tem dado ao segmento.
“A criação da Superintendência de Economia Solidária na estrutura da Setre e dos Centros Públicos de Economia Solidária, evidencia a importância social e econômica desse movimento e como o governo tem priorizado as ações e investimento voltados para essa área”, ressaltou Lívia
A Feira conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Ascom/Setre
Tadeu Paz
Senhor do Bonfim, 23.07.2016