Projeto de Matriz Africana da Setre resgata técnicas de bordado em via de extinção

27/05/2015
A técnica de cortar certos espaços vazios do tecido e entre eles construir bordados, vazando áreas estratégicas ao redor, é a base do projeto “Richelieu e Bordados Ancestrais”, lançado nesta terça-feira 5, no Terreiro Ilê Axé Ya Onira, no bairro de Brotas.

Com investimento da ordem de R$ 181 mil, o projeto é um dos 54 classificados pelo Edital 001/2014 de Apoio aos Empreendimentos de Economia Solidária de Matriz Africana, lançado ano passado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Trinta mulheres, a maioria integrantes de seis terreiros de candomblé, liderados pela Associação Cultural Filhos de Bárbara (ACFBA), são beneficiadas nesta ação. Algumas já estão comercializando o seu produto, como Marivete da Silva, 36 anos, que já tem três encomendas de peças em Richilieu. “Fico feliz, entrei aqui sem nunca ter manuseado uma máquina; agora, já vou começar a ganhar dinheiro com o meu trabalho”, relata.

De acordo com o babalorixá, Roberto de Iansã, que coordena o projeto, a técnica estava quase em extinção aqui na Bahia. “Atualmente, temos que comprar roupas feitas nos estados de Sergipe e Ceará. Por isso, acredito que as nossas alunas tenham um campo de trabalho grande”, confia.

Para o secretário do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes, presente ao evento, “ao mesmo tempo em que o projeto gera trabalho e renda, resgata, valoriza e preserva a cultura afrobrasileira”.

05.05.2015
Ascom/Setre
Tadeu Paz