16/08/2016
As palhas do licuri e da piaçava se transformam em artesanato. Ao invés de ir para o lixo, o jornal velho ganha forma, cores, revestimento e fica pronto para decorar ambientes refinados. O encontro entre as culturas baiana e africana estampa batas e outras vestimentas. Tudo isso e muito mais está ao alcance do público nas duas lojas do Centro Público de Economia Solidária (Cesol), vinculadas à Secretaria do Trabalho, Emprego, e Esporte do Estado (Setre), no Salvador Shopping e no Salvador Norte Shopping, onde os artesãos aprendem também sobre administração, comércio e empreendedorismo.
Marilza Oliveira, 61 anos, já está com o Cesol há dois anos. Ela complementa a renda com a produção de bonecas de pano. “Eu entrei em uma associação que tinha contato com o Cesol. Os técnicos foram lá em casa, olharam tudo, viram o que eu produzia, como eu produzia, e gostaram do meu trabalho. Recebi orientação, tomei um curso e fui para frente. Adoro. Estou aqui e por mim não saio nunca”.
Mary Nascimento, 53, é da Associação dos Artesãos de Lauro de Freitas. Ela produz flores de fuxico, customiza namoradeiras e faz artesanato com retalhos de pano e malha. “Eu vivo do artesanato, praticamente. O Cesol foi muito importante para mim. Sou fundadora da Loja da Economia Solidária no Comércio, em Salvador, tenho minha loja em Lauro de Freitas, e tudo isso eu aprendi aqui”.
Mary Nascimento, 53, é da Associação dos Artesãos de Lauro de Freitas. Ela produz flores de fuxico, customiza namoradeiras e faz artesanato com retalhos de pano e malha. “Eu vivo do artesanato, praticamente. O Cesol foi muito importante para mim. Sou fundadora da Loja da Economia Solidária no Comércio, em Salvador, tenho minha loja em Lauro de Freitas, e tudo isso eu aprendi aqui”.
A produtora de eventos Geralda Santos, 37, diz que é freqüentadora assídua de lojas e feiras do Cesol. “Eu sou filha de santo e a gente trabalha muito com produtos artesanais. Nós valorizamos o trabalho da dona de casa, do negro, então, a gente sempre procura uma rendeira com trabalho diferenciado, por exemplo. Essas feiras e lojas, além de valorizarem o trabalho do artesão, têm um público diferenciado, de quem não está procurando grifes, mas prefere os produtos populares”.
Segundo a coordenadora do Cesol da Barra, Carla Uckon, as lojas nos dois shoppings beneficiam 35 empreendimentos da economia solidária, alcançando cerca de 500 famílias. “É uma parceria com o grupo JCPM, e funciona como espaço experimental de comercialização, um laboratório de práticas comerciais. O empreendimento experimenta o produto no mercado, acessa profissionais na área de design e tem outras oportunidades. Essas lojas geram cerca de 500% de incremento de renda mensal para cada artesão das famílias inseridas nesse processo”.
Como se associar
Em toda a Bahia, mais de 12 mil artesãos fazem parte de 1.200 empreendimentos em 19 territórios de identidade, de acordo com a coordenadora do Programa Vida Melhor, da Setre, Albene Piau. O Centro Público é um espaço multiprofissional, com técnicos em diversas áreas, que fazem o acompanhamento dos empreendimentos de Economia Solidária. “É feito, primeiramente, o estudo de viabilidade econômica, gera-se, então, um plano de ação, e são definidas as assistências técnicas necessárias a cada empreendimento”.
Para Albene, a tendência é que este número cresça cada vez mais. “Os artesãos podem procurar o Cesol, que, em Salvador, funciona no bairro da Barra, e lá tem uma equipe pronta para iniciar o trabalho. São feitas as visitas, o diagnóstico, e prestada a assistência técnica. No interior, também basta procurar o núcleo em cada uma das regiões. Pode-se também ligar para a Setre, no telefone (71) 3115-1693. Estamos à disposição”.
Fonte: Secom/BA