24/07/2017
Como parte das comemorações do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, o Governo do Estado promoveu um debate sobre o tema “Mulher Negra e Combate ao Racismo Institucional”. O evento, realizado na tarde desta segunda-feira (24), no auditório do Ministério Público da Bahia, em Salvador, reuniu servidoras públicas para discutir estratégias de combate ao racismo nas estruturas e serviços governamentais.
“É uma reflexão fundamental e oportuna para o avanço da pauta do feminismo negro no nosso estado. Precisamos debater ações de enfretamento ao racismo institucional e, ao mesmo tempo, pensar em como as instituições de estado podem alavancar políticas públicas capazes de desmantelar o racismo estrutural que rege a nossa sociedade”, destacou a secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana, que participou da mesa de abertura do debate, organizado pelas secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Políticas para as Mulheres (SPM).
A procuradora de Justiça Márcia Virgens; a vice-reitora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Carla Liane; a major da Polícia Militar, Denice Santiago; a Ebomi Nice de Oyá, do Terreiro Casa Branca; e as titulares da Sepromi e da SPM, Fabya Reis e Julieta Palmeira, respectivamente, também participaram da abertura do evento.
Na mesa temática, a doutora Dora Lúcia Bertúlio, uma das principais especialistas da área do Direito Público e Relações Raciais no Brasil, ressaltou que o racismo institucional é o ponto máximo do racismo brasileiro e necessita de uma intervenção profunda.
Já a jornalista e escritora Rosane Borges, autora de obras que abordam a temática da presença negra na mídia, reforçou a necessidade de equiparar oportunidades e garantir proteção às mulheres negras, pontuando que o racismo institucional é uma dos impeditivos para avanços nesta área.
Ascom Setre