Setre participa de Conferência sobre Moedas Sociais na UFBA

28/10/2015
A terceira edição da Conferência Internacional de Moedas Sociais e Complementares, que acontece até sexta-feira 30, na Escola de Administração da UFBA, em Salvador, teve nesta quarta-feira 28, uma apresentação da Superintendência de Economia Solidaria (Sesol) da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

As moedas sociais que circulam pelo país, em mais de 100 municípios, trazem nomes sugestivos tais como, Palmas, Santanas, Maracanãs, Castanhas, Acaraús, Ibarés, Tupis e Terras.

Todas são lastreadas em reais e paritárias à moeda oficial. Ou seja, para cada unidade regional que sai das instituições, um real volta para o caixa do banco comunitário com aval do Governo Federal, através do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).

Representando o superintendente de Economia Solidária, Milton Barbosa, a coordenadora de Divulgação e Fomento da Setre, Tatiana Reis, falou sobre as ações e agenda do Governo do Estado para atender ao segmento. Ancorada nas leis estaduais de Economia Solidária e do Cooperativismo, em vigor, destacou princípios e práticas da economia solidária na Bahia.

O coordenador de Microfinanças Solidárias da Setre, Weslen Moreira esteve presente na conferência que conta com a participação de técnicos e gestores, especialistas da Alemanha, Argentina, Equador, França, Holanda, Japão e Brasil.

Política de Estado
Com foco na economia solidária no Brasil, Tatiana Reis destacou os empreendimentos; as entidades de apoio e fomento; e as instâncias governamentais como fundamentais ao crescimento do setor. Valorizou o papel dos fóruns e das redes solidárias e tratou da transversalidade com outros entes federativos para implementação das políticas públicas em prol da economia alternativa.

“Na Bahia, a política pública de Economia Solidária começou em 2007. Hoje, caminhamos para tornar esta política de governo em política de estado”, sentenciou. Citou como ações os direitos econômicos (CrediSol e Fundos Rotativos), os centros públicos de economia solidária implantados na capital e interior; o Programa Estadual de Crédito - CrediBahia; as incubadoras governamentais; e o apoio às redes e aos eventos.

Tatiana Reis disse, ainda, que os avanços no setor terão que seguir na definição dos meios permanentes de apoio à economia solidária; no tratamento fiscal diferenciado aos empreendimentos; e no acesso às compras públicas.



Ascom/Setre
28.10.2015
Lício Ferreira MTE-Ba 793