Taxa de desocupação da Bahia fica em 15,9% no mês de julho

21/08/2020
A pandemia do novo coronavírus continua impactando negativamente o mercado de trabalho na Bahia. A taxa de desocupação do estado foi de 15,9% em julho, com o contingente de mais de 269 mil baianos que deixaram de trabalhar no período. No mês de junho, a taxa era de 14,9%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Covid, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram analisados pelo Observatório do Trabalho da Bahia, projeto fruto da parceria entre a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

O número de pessoas com 14 anos ou mais que estão ocupadas na Bahia segue em redução. Em julho, o nível de ocupação diminuiu 2,2% em comparação a junho. Em meio ao cenário adverso, houve redução da informalidade no estado de junho para julho, com menos 221 mil trabalhadores ocupados em postos informais.

As principais posições na ocupação do estado foram a de Conta própria (30%) e Empregados do setor privado com carteira assinada (28,7%). Setorialmente, o setor de Serviços é o maior (49,1% dos ocupados), com destaque na Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que respondem por 22,1% do total, e para Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 17,1%.

Retomada – O retorno gradual das atividades econômicas ampliou o número de pessoas ocupadas que não estavam afastadas de seus trabalhos por causa da pandemia da Covid-19. Em julho, foram 4.175 mil trabalhadores nessa condição, um acréscimo de 207 mil pessoas em relação ao sexto mês de 2020. Apenas 10,8% do total da população ocupada no estado, cerca de 527 mil pessoas, seguem ocupadas e afastadas do trabalho devido ao distanciamento social. Já 326 mil baianos ocupados estavam trabalhando de forma remota.