A Bahia registrou saldo positivo de 6.249 empregos com carteira assinada no mês de fevereiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgado nesta quinta-feira, 28 pelo Dieese. O número se refere a 79.199 admissões e 72.950 desligamentos. O crescimento do emprego formal no estado acompanha a tendência nacional: em todo o Brasil houve a expansão de 306.111 postos de trabalho em fevereiro (2.249.070 admissões e de 1.942.959 desligamentos).
Entre os 26 estados, a Bahia ocupa a 11ª colocação na geração de empregos em fevereiro no País e, no ranking do Nordeste, aparece em 1º lugar, seguido pelos estados do Ceará (3.897) e Pernambuco (2.145). O setor de Serviços foi o que mais empregou no estado em fevereiro, com 3.114 registros (49,8%), seguido da Agropecuária, com 1.257 (20,1%), Construção, que formalizou 884 trabalhadores (14,1%), Indústria, com 839 (13,4%) e Comércio, 155 (2,5%).
As cinco regiões brasileiras apresentaram saldo positivo em fevereiro, liderada pelo Sudeste (+159.569 postos, +0,68%), seguida por Sul (+84.864 postos, +1,01%), Centro-Oeste (+34.044 postos, +0,83%), Norte (+17.062 postos, +0,75%) e Nordeste (+10.571 postos, +0,14%).
Já os estados com maior saldo foram os de São Paulo com +101.163 postos (+0,73%), seguido de Minas Gerais, que registrou +35.980 postos (+0,75%) e Paraná com +33.043 postos (+1,06%). E as unidades federativas com menor saldo foram todas do Nordeste, o que explica o motivo de a região ocupar a 5ª colocação entre as demais: Alagoas registrou -2.886postos (-0,65%), Maranhão -1.220 postos (-0,19%) e Paraíba -9 postos (-0,00%).
Doze meses - No acumulado de 12 meses (março de 2023 a fevereiro de 2024), apesar de a Bahia apresentar saldo ajustado de +68.634 empregos formais, o estado apresentou queda de 59,1%, quando comparado com dados do acumulado de 12 meses divulgado ano passado (março de 2022 a fevereiro de 2023), quando o saldo de trabalho com carteira assinada no estado foi de 167.500 - diminuição de 98.866 empregos. No Brasil, o acumulado dos 12 últimos meses foi positivo com saldo de 1.602.965 empregos decorrente de 23.714.985 admissões e de 22.112.020 desligamentos.
O movimento de queda de postos de trabalho na Bahia nos últimos 12 meses quando comparado com o mesmo período anterior, divulgado em fevereiro de 2023, pode ser explicado pela queda de empregos em alguns setores da economia no estado, principalmente o de Serviços que, apesar de continuar sendo o que mais emprega, também foi o que declinou de forma mais significativa com menos 2.129 postos de trabalho. Construção (-403 registros ) e Indústria (-198) também perderam postos de trabalho, mas de forma menos acentuada. Por outro lado, o Comércio que, ano passado, registrou saldo negativo de -204 empregos neste mesmo período, este ano teve um incremento de +155 empregos.
Mercado de trabalho tem perfil definido
Na Bahia, o perfil predominante de trabalhador que conseguiu emprego em fevereiro é do gênero masculino, com idade entre 18 a 24 anos e ensino médio completo. Os números mostram diferença significativa de oportunidades para pessoas mais jovens e a população com 40 anos ou mais de idade. Os empregos formais chegaram mais para os jovens entre 18 e 24 anos (6.048), seguidos daqueles com até 17 anos (551), de 25 a 29 anos (445) e 30 a 39 anos (120). Já pessoas com 40 anos ou mais de idade não tiveram oportunidades de emprego em fevereiro, registrando queda, principalmente na faixa de idade entre 50 a 64 anos (-683), seguido dos que têm 65 anos ou mais (-218) e 40 a 49 anos (-14).
O número de homens (+3.519) empregados na Bahia no mês de fevereiro foi superior ao de mulheres (2.725). Já no Brasil, as mulheres conseguiram mais postos de trabalho (+159.186) do que os homens (+146.973).
Em relação à escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram mais oportunidades (+4.349 empregos), seguidos por pessoas com superior completo (+1.340), médio incompleto (+486), fundamental incompleto (+153) e superior incompleto (+112). Perderam postos de trabalho pessoas com ensino fundamental completo (-112) e analfabetos (-84). Em cinco casos não houve a identificação do grau de instrução.
Outro dado é o de que, no território nacional, o salário médio de admissão em fevereiro de 2024 foi de R$ 2.082,79, ao passo que, na Bahia, o salário médio de admissão é de R$ 1.799,74, abaixo da média do Nordeste, que é de R$ 1.833,78. O maior salário médio de admissão é do de São Paulo, de 2.337,06, e o mais baixo é o do estado do Amapá, na região Norte, de 1.658,81.