Indígenas discutem fortalecimento de políticas para qualificação e geração de renda

03/02/2025

Representantes da Superintendência de Políticas para Povos Indígenas da Bahia se reuniram com o gestor da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, nesta segunda-feira, 03, para discutir o fortalecimento das políticas da pasta direcionadas aos povos originários.  Na Bahia existem 32 etnias e mais de 200 mil indígenas.

A Setre está à frente de diversos projetos voltados aos indígenas nas áreas do esporte, artesanato, qualificação, geração de renda e economia solidária, a exemplo da Copa Indígena de Futsal, Jogos Indígenas Pataxó, Festival do Artesanato Baiano Indígena, Caravanas para emissão de Carteira Nacional do Artesanato e a Copa Indígena e Centro de Economia Solidária (Cesol), este que atende às regiões da Costa do Descobrimento e Extremo Sul. 

Entre 2023 e 2024 o Governo da Bahia investiu mais de R$ 2,3 milhões em projetos que beneficiaram aproximadamente de 3,5 mil indígenas por meio da Setre.  E a perspectiva é a de ampliar as cifras em 2025 e nos próximos anos.

“Discutimos o fortalecimento das políticas para os nossos povos indígenas, no esporte, na qualificação profissional, no artesanato e na economia solidária, além da realização de importantes eventos, como o Festival de Artesanato, para citar um exemplo. A Setre tem um compromisso com a pauta indígena, e nós vamos avançar ainda mais”, disse o secretário da Setre, Augusto Vasconcelos.

Ricardo Filho/Ascom Setre
Representantes da Superintendência de Políticas para Povos Indígenas da Bahia se reuniram com o secretário da Setre, Augusto Vasconcelos
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Ricardo Filho/Ascom Setre

Pautas - Entre as pautas apresentadas pela superintendente de políticas para povos indígenas, Patrícia Pataxó, está a que trata da geração de renda através da qualificação profissional , voltada a fornecer mão de obra em setores que têm crescido em regiões onde há reservas indígenas.

Um deles é o setor da construção civil, mobilizada para levantar escolas e centros de artesanato pelo Governo do Estado. “Nosso governador tem colocado como pauta central as diversas comunidades para receberem obras, escolas, centro de artesanato, centros culturais. E a gente pode aproveitar a mão de obra dos nossos indígenas. Assim, a gente vai gerar renda, vai gerar trabalho para os nossos parentes”, avalia.

Para este ano está prevista a abertura de 11 turmas para diversos cursos de qualificação como corte e costura, operador de máquinas, artesanato de biojóias e ecojóias, cabeleireiro e maquiagem, fabricação de laticínios, entre outros. Em 2024 foram realizados 12 cursos em áreas afins. Ao todo, serão 460 indígenas qualificados com investimento de R$ 607 mil. 

Outra reivindicação, do Movimento Unido e Organizações Indígenas da Bahia (MUPOIBA), é a implantação do gramado sintético no estádio de Santa Cruz Cabrália, onde ocorrem competições entre povos indígenas.

Projetos – Para 2025 a Setre já firmou compromisso para a entrega de Centros de Artesanato nos territórios Baixo Sul e Costa do Descobrimento (fevereiro); realização dos Jogos Indígenas (abril); projeto Abril Indígena no Museu de Arte Contemporânea (MAC); Festival do Artesanato Baiano Indígena e Festival Aragwaksã (julho), ambos previstos para serem realizados no mês de julho.

Fonte
Ascom Setre
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indígenas; Patrícia Pataxó