Representantes de 23 equipamentos participam do Encontro de Centros Públicos de Economia Solidária que acontece até esta terça-feira, na Setre
Os seis novos Centros Públicos de Economia Solidária (Cesols) que passaram a integrar a rede gerida pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) desde julho, ampliaram o alcance da política pública na Bahia que conta, agora, com 23 unidades que prestam atendimento aos empreendimentos de economia solidária em 24 Territórios de Identidade no estado. Atualmente, mais de 40 mil pessoas são beneficiadas pela política pública, número de deve aumentar pelo menos em um terço a partir da expansão do equipamento.
O feito foi celebrado pelo secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, durante o Encontro de Centros Públicos de Economia Solidária nesta segunda-feira (4), que reúne os representantes dos Cesols e se estende até esta terça-feira (5), no Espaço Crescer da Setre. O objetivo do encontro é o de discutir o papel do Cesol na efetivação da política pública de economia solidária na Bahia, considerando a assistência técnica integral prestada aos empreendimentos, o que contribui com a geração de renda nas economias regionais.
Com a expansão dos centros públicos, somente três dos 27 territórios no estado ainda não são abrangidos pela política pública: Piemonte do Paraguaçu, Itaparica (região de Paulo Afonso) e Semiárido Nordeste 2. O superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo, Wenceslau Junior, enfatizou o esforço da Setre para a implantação dos seis últimos Cesols, com ajuda de recursos oriundos de emendas parlamentares*, e disse que estuda a implantação de dois novos equipamentos físicos para abranger a demanda dos três territórios de identidade ainda fora da rede.
Compromisso - O secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, lembrou que outros estados do País buscam aprender com a Bahia sobre o arranjo institucional e jurídico para a construção dos Cesols, para alavancar a microeconomia das regiões.
“Construímos a rede Cesol para que possamos nos fortalecer, para garantir a sobrevivência das nossas famílias, mas também para melhorar o desempenho daquela região, daquele bairro, daquele povoado, daquele quilombo e daquela comunidade. Isso tudo se transformou ao longo do tempo com as experiências adquiridas até a consolidação de um sistema e de uma política articulada com a política nacional de economia solidária que hoje nós temos”, disse Vasconcelos.
O secretário reforçou, também, o compromisso ético daqueles que estão à frente dos Cesols. “A característica do Cesol se assemelha muito a do nosso povo, então tem muita criatividade, tem muita capacidade inventiva, tem muita habilidade para lidar com as questões sociais que surgem. O improviso é uma das marcas, no entanto, a gente precisa planejar. Vocês têm uma responsabilidade muito grande, isso aqui é dinheiro público, a gente precisa ter transparência, compromisso ético”, disse.
A coordenadora do Cesol Metropolitano 1, em Salvador, Karla Uckonn, disse que o Cesol hoje, se configura como equipamento de política pública para diversas secretarias do estado, nas dimensões cultural e política. “A gente atinge o aspecto político, econômico, cultural e social. Os Cesols, então se configuram como equipamento estratégico do governo", disse.
Centro Público Digital - O superintendente Wenceslau Junior disse que será implantado o Centro Público Digital, experiência pioneira no País que cumprirá uma dupla função: a de atendimento remoto integral aos empreendimentos de economia solidária, mas também de qualificação dos coordenadores e todo o pessoal que atua prestando assistência técnica.
“Vamos ter uma meta de qualificação das equipes do Cesol. Então, a gente vai utilizar a ferramenta do Centro Público Digital, o primeiro do Brasil a ser implantado, para que cada vez mais nossa equipe esteja bem informada, dominando os temas, sabendo o que é a Economia Solidária desde os princípios, sabendo fazer plano de ação, relatório, sabendo exercer com mais qualidade esta política pública. E a principal função do Centro Digital será a de prestar assistência técnica integral em economia solidária aos empreendimentos, que vai desde o diagnóstico até a última fase que é a da comercialização dos produtos”, disse Wenceslau.
[*deputado federal Daniel Almeida e deputada federal Alice Portugal]
Programação
05/08 – Terça Feira
9h – Assistência Técnica: visitas técnicas, acompanhamento dos processos, metodologias e informações sobre beneficiários.
9h45 – Socialização de perguntas, dúvidas e convergências.
10h – Intervalo
10h15 – Alinhando perspectivas – indicador de renda e resultados dos Cesol (publicação).
11h15 - Socialização de perguntas, dúvidas e convergências.
11h30 – Assistência Técnica em resíduos sólidos, prestada pelos Cesol.
12h15 - Socialização de perguntas, dúvidas e convergências.
12h30 – Encerramento do turno
Almoço
14h – Prestação de serviços pelos Cesol: melhoramentos de produtos e serviços. O quê fizemos? Para onde vamos?
14h45 - Socialização de perguntas, dúvidas e convergências.
15h – Estratégias de comercialização e perspectivas de atuação em rede (indicadores).
16h - Socialização de perguntas, dúvidas e convergências.
16h15 – Intervalo
16h30 – Fundo Rotativo e apoio aos empreendimentos.
Veja mais fotografias do Encontro dos Centros Públicos de Economia Solidária AQUI.