O racismo deve ser reconhecido como determinante social para a saúde da população negra. Essa foi a tônica da palestra "Saúde da População Negra", realizada pela enfermeira da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Coordenadora do Comitê Técnico Estadual de Saúde da População Negra, Jéssica Caroline Correia Lopes, nesta segunda-feira, 25, no Espaço Crescer da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), como ação do Agosto da Igualdade Racial.
O evento dirigido aos funcionários da Setre foi uma oportunidade para discutir que embora a população negra represente 79,5% dos habitantes da Bahia (IBGE/Censo 2022), essas pessoas não estão em condições de igualdade, com repercussões na saúde.
Para a palestrante, é preciso reconhecer que o racismo assume diversas facetas, uma delas, a institucional. "Eu acho que um dos aspectos fundamentais de pensar a saúde da população negra, principalmente no estado da Bahia, que é o estado majoritariamente negro, é preciso reconhecer o racismo como um determinante social de saúde para a população negra. E a partir disso, reconhecer como ele afeta as condições de vida, saúde, o quanto o racismo gera sofrimentos psíquicos. É preciso reconhecer, também, quanto o racismo tem diversas facetas também, como o racismo institucional, quantas instituições também foram construídas a partir dessa questão", disse a técnica.
Para ela, as normativas (leis, decretos...) existem e devem ser cumpridos pelo poder público em ações específicas para a população negra. "Que a gestão possa pensar como pensar as ações, como a gente tem feito agora as oficinas macrorregionais para pensar as ações nos planos municipais de saúde, para que a saúde possa se planejar a partir dessa perspectiva e que o gestor possa dar condições para o profissional conseguir ter acesso a uma educação permanente.
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