A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) realizou, nesta segunda-feira (24), no CEDHU de Sussuarana, o Encontro do Trabalho Decente e Combate ao Racismo. A atividade reuniu cerca de 200 representantes de 25 OSCs, beneficiários e instituições parceiras para fortalecer iniciativas voltadas a populações vulnerabilizadas. Os projetos são parte da execução do Edital nº 005/2025 que soma mais de R$ 33,2 milhões em investimentos.
O território também ganhou centralidade no debate. Representando o Egbé, Antônia Elenita Santos falou sobre o significado de ter políticas públicas entrando onde o Estado costuma chegar com dificuldade. Ela descreveu o encontro como uma oportunidade rara de aproximação. “É muito importante para uma comunidade como Sussuarana, onde nem sempre conseguimos estabelecer diálogo com o poder público. Esse projeto chega para melhorar a vida do nosso povo”, explicou.
O impacto direto sobre a juventude também apareceu como destaque. Para Matheus Barbosa, aluno do Projeto Egbé, as oficinas vêm abrindo novas possibilidades de futuro. Ele contou que a formação ampliou horizontes e autoestima. “Faço a oficina de fotografia e audiovisual e tem sido incrível. Abre portas e faz a gente acreditar que pode ir longe e levar nossa comunidade junto”, disse.
A relevância do conjunto de ações se reflete também no alcance do Fundo do Trabalho Decente. Álvaro Gomes, coordenador da agenda estadual, destacou como a Bahia consolidou um protagonismo na promoção de oportunidades dignas. Segundo ele, esse esforço contínuo explica os resultados acumulados. “A Bahia tem sido pioneira. Em cinco anos, o Fundo financiou 82 projetos, beneficiou 40 mil pessoas e investiu 34 milhões”, afirmou.
A dimensão do investimento também foi destacada pela gestão estadual. Para o secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, a ampliação das ações voltadas ao enfrentamento do racismo no trabalho segue como prioridade estratégica. Ele lembrou que o volume atual de recursos é o maior já registrado. “Apoiamos projetos em comunidades periféricas da capital e do interior para ampliar oportunidades. Este ano fizemos o maior investimento da história do Fundo: R$ 34 milhões em 57 projetos, sendo R$ 15 milhões voltados ao enfrentamento do racismo no trabalho”, afirmou.
Com a mesma perspectiva, Juremar Oliveira, chefe de gabinete da Setre, reforçou o caráter transformador do Fundo. Para ele, a política representa uma forma concreta de retorno social. “É um investimento grande, fruto de ações judiciais que retornam para trabalhadores e trabalhadoras. São projetos que ampliam oportunidades para a população negra e fortalecem quem mais precisa”, destacou.
A programação também consolidou a articulação entre Setre, OSCs, beneficiários e parceiros institucionais como MPT-BA e TRT5ª Região, fortalecendo redes de proteção e promovendo práticas alinhadas aos eixos da Agenda Bahia do Trabalho Decente.
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