14/08/2015
Diane Martins (AM), Fabiana Chaves (RJ), Thalia Lopes (AM) e Thais Oliveira (RJ). As bravas e determinadas ”meninas do Brasil” lutaram com muita valentia, mas não conquistaram nenhuma vitória, nesta quinta-feira 13, no primeiro dia do estilo livre feminino do Mundial Júnior de Wrestling, dominado pelo Azerbaijão.
Incentivadas pelo público, as brasileiras fizeram de tudo para superar as próprias limitações, mas foram derrotadas já na etapa classificatória por superioridade técnica das adversárias. Thalia Lopes ainda ficou aguardando por uma nova oportunidade na “repescagem”. Infelizmente não ocorreu.
Realizado no Centro Pan-Americano de Judô (CPJ), em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, o Mundial Junior de Wrestling já celebrou nos dois primeiros dias (terça e quarta) os campeões no estilo greco-romano. A Geórgia reinou absoluta com quatro ouros e uma prata.
Mulheres nos tapetes - Nesta quinta 13, e sexta 14, as lutas são apenas entre as mulheres no estilo livre feminino. Neste tipo de competição, os atletas (homens e mulheres) são livres para atacar e defender utilizando as pernas. Os combates são disputados em dois “rounds” de três minutos com intervalo de 30 segundos entre eles.
A carioca Thais Oliveira justificou o resultado, lembrando: “Esta categoria júnior está acima da minha. Eu ainda sou Cadete e tenho apenas 17 anos. Mas a experiência de participar de um Mundial como este serviu como aprendizado para minhas futuras participações internacionais”. Recentemente, Thais Oliveira conquistou medalha de bronze no Mundial de Cadete, no México.
Amazonense Diane Martins reconheceu que as adversárias estão um nível acima do patamar esportivo do nosso país. “Elas são de países onde este esporte já é tradição e vieram muito bem preparadas para disputar a competição”. A lutadora de 18 anos confessou ser o seu primeiro Mundial Júnior.
Também natural de Manaus, Thalia Lopes foi a que obteve melhor performance do grupo, dai ter vivido a expectativa da “repescagem”. E como ex-lutadora de judô e jiu-jitsu e que chegou inclusive a treinar MMA, o resultado não foi tão decepcionante.
“Foi uma luta muito dura e que pude levar até o final. Este é o meu primeiro ano como júnior e a minha primeira disputa de um Mundial da categoria. Estamos nos preparando para as Olimpíadas de Tóquio e lá, quem sabe, eu venha subir ao pódio e trazer medalha para o Brasil”, profetiza.
Novos talentos - Treinador da Seleção Brasileira, Flávio Neves disse que as disputas entre as mulheres estão num nível altíssimo. “O Brasil, com esta meninada, está se preparando para disputar as Olimpíadas do Japão, mas antes de tudo estamos ganhando experiência para novos combates”, esclarece.
Segundo o treinador brasileiro, trinta por cento (30%) dos jovens que participam das disputas em Lauro de Freitas em 2016 estarão no Rio de Janeiro. Valorizando o nível de organização do evento, Flávio Neves, simplificou os desafios que a equipe brasileira encontra.
“Geograficamente estamos em desvantagem em relação aos países da Europa. Estamos muito distantes para realizar intercâmbios seguidos. Para se ter uma ideia, a Geórgia que fez bonito no estilo greco-romano, não classifica todos os pesos para uma Olimpíada. Mas nós, se Deus quiser vamos levar a Tóquio entre três e quatro talentos”, finaliza.
Ascom/Setre
13.08.2015
Lício Ferreira MTE-Ba 793