09/02/2018
Há doze anos, Rosildo Euclides de Souza tira seu sustento da catação de material reciclável. No Carnaval, ele aproveita a grande oferta desse material, principalmente as latinhas de alumínio, para incrementar a renda. Para isso, ele conta com o apoio importante do Governo do Estado, por meio da Operação Carolina de Jesus, que beneficia 1.500 trabalhadores desse segmento durante os sete dias da folia na capital baiana.
Rosildo destaca, além das refeições diárias oferecidas pela ação, a segurança que o fardamento oferece para os catadores: “Com essa identificação, a gente tem o acesso facilitado nos blocos, as pessoas dão a latinha em nossa mão, chamam pra mostrar onde tem mais”. Ele retirou seu kit na Central de Apoio ao Catador do Politeama nesta sexta-feira (9).
Os kits contêm equipamentos de proteção individual (botas, luvas e protetor auricular) e fardamento (calça, camisa e boné), e são distribuídos nas cinco centrais de apoio, que funcionam na Ladeira da Montanha, Politeama, Barra, Ondina e Nordeste de Amaralina. É também nestes locais que é efetuada a compra do material coletado pelos trabalhadores avulsos, praticando preços justos.
“A Operação Carolina de Jesus, que tem um investimento do Governo do Estado no valor de R$ 820 mil, fortalece a mão da limpeza, que também é parte importante da estrutura do Carnaval. A ação enxerga esses trabalhadores, que muitas vezes, passam invisíveis aos olhos da população”, ressalta a secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana, presente na entrega dos kits.
Também estiveram presentes na entrega, o secretário da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Carlos Martins, e a chefe de Gabinete da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Iara Icó, ambas pastas parceiras na ação.
Homenageada
Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis.
Ao mesmo tempo em que trabalhava como catadora de lixo registrava o cotidiano da comunidade onde morava nos cadernos que encontrava no lixo, os quais somavam mais de vinte. Um destes cadernos, um diário que havia começado em 1955, deu origem ao seu livro mais famoso, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960.
Ascom Setre
Rosildo destaca, além das refeições diárias oferecidas pela ação, a segurança que o fardamento oferece para os catadores: “Com essa identificação, a gente tem o acesso facilitado nos blocos, as pessoas dão a latinha em nossa mão, chamam pra mostrar onde tem mais”. Ele retirou seu kit na Central de Apoio ao Catador do Politeama nesta sexta-feira (9).
Os kits contêm equipamentos de proteção individual (botas, luvas e protetor auricular) e fardamento (calça, camisa e boné), e são distribuídos nas cinco centrais de apoio, que funcionam na Ladeira da Montanha, Politeama, Barra, Ondina e Nordeste de Amaralina. É também nestes locais que é efetuada a compra do material coletado pelos trabalhadores avulsos, praticando preços justos.
“A Operação Carolina de Jesus, que tem um investimento do Governo do Estado no valor de R$ 820 mil, fortalece a mão da limpeza, que também é parte importante da estrutura do Carnaval. A ação enxerga esses trabalhadores, que muitas vezes, passam invisíveis aos olhos da população”, ressalta a secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana, presente na entrega dos kits.
Também estiveram presentes na entrega, o secretário da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Carlos Martins, e a chefe de Gabinete da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Iara Icó, ambas pastas parceiras na ação.
Homenageada
Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis.
Ao mesmo tempo em que trabalhava como catadora de lixo registrava o cotidiano da comunidade onde morava nos cadernos que encontrava no lixo, os quais somavam mais de vinte. Um destes cadernos, um diário que havia começado em 1955, deu origem ao seu livro mais famoso, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960.
Ascom Setre