Capital da Bahia e primeira capital do Brasil, Salvador completa 467 anos nesta terça-feira (29 de março). A cidade tem muito a contar: desde o período do Brasil Colônia até os dias atuais. Salvador respira cultura e religiosidade, com muitas histórias a serem conhecidas por baianos e turistas do destino mais procurado do Estado, a Cidade da Bahia.
Do Centro Antigo ao Campo Grande (ícone do Carnaval), Salvador reúne grande número de atrativos. Casas em estilo colonial e igrejas seculares, a exemplo do templo dedicado a São Francisco, chamada de ‘igreja de ouro’, abrem espaço para uma série de atrativos: história presente no Palácio Rio Branco; Elevador Lacerda, com a inesquecível vista da Baía de Todos-os-Santos; Praça Castro Alves; clausura dos monges beneditinos no Mosteiro de São Bento; e a Praça da Piedade, com o Gabinete Português de Leitura, símbolo da literatura que une as culturas de Brasil e Portugal.
Museus - Percorrer o trecho entre o Corredor da Vitória e o bairro da Graça é uma oportunidade de conhecer museus como o Carlos Costa Pinto, com mais de 3 mil peças de cristal, escultura, pintura, imaginária, mobiliário, ourivesaria, porcelana e prataria, dentre outras coleções. O funcionamento é de segunda a sábado, das 14h30 às 19h, exceto as terças-feiras, e a entrada custa R$ 10 (inteira) ou R$ 5 (meia).
No mesmo roteiro, o Museu de Arte da Bahia abre a exposição "A Iconografia da Cidade do Salvador", em homenagem ao aniversário da cidade, com 20 gravuras, aquarelas e desenhos do acervo do museu, que retratam a evolução da cidade entre os séculos XVI e XIX. A mostra ficará disponível até 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h. A entrada é gratuita.
Marco da fundação de Salvador - A Barra tem um dos principais cartões- postais de Salvador, o Farol da Barra, além de uma das mais belas e prazerosas praias urbanas do país, a do Porto, situada no lugar onde o governador-geral Tomé de Sousa desembarcou em 1549 para transformar a vila na cidade do Salvador, primeira capital do Brasil, assim mantida por mais de dois séculos, até 1763. No local, está o marco da fundação da cidade.
Península e subúrbio - Um passeio pela Península de Itapagipe, na Cidade Baixa, leva a importantes pontos turísticos nos bairros do Bonfim, Ribeira e Monte Serrat. As igrejas do Senhor do Bonfim e da Penha, a Ponta do Humaitá (Monte Serrat) e a sorveteria da Ribeira são paradas obrigatórias. Subúrbio Ferroviário, que compreende a região onde estão localizados os bairros de Plataforma, Lobato, São Tomé, Paripe e Periperi, dentre outros, tem belas paisagens e boas praias, além de restaurantes simples, que oferecem pratos da gastronomia típica.
Redutos da música e literatura - Os bairros do Rio Vermelho e Itapuã são também famosos por conta de seus ilustres moradores. O primeiro é um dos mais boêmios da capital baiana e foi habitado pelo escritor Jorge Amado por praticamente quatro décadas. A casa, na Rua Alagoinhas, foi transformada em museu. Já o segundo, teve entre seus moradores o cantor e compositor Vinicius de Moraes. Uma de suas músicas mais famosas, Tarde em Itapuã, é um convite a um passeio pelo bairro praiano.
Candomblé - Numa área formada por fazendas, provavelmente um quilombo com forte presença do povo negro de Congo e Angola, o bairro do Cabula abriga um dos terreiros de Candomblé mais conhecidos do mundo. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ano 2000, o Ilê Axé Opô Afonjá foi criado no início do século XX e disponibiliza ao público interessado um museu com acervo para visitação e pesquisa.