Após o aumento do número de casos de animais de produção, com sintomatologia nervosa e acometidos pelo vírus da raiva, no estado, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) alerta os produtores para a importância de vacinar seu rebanho anualmente e protegê-lo dessa doença tão temida e que, segundo especialistas, não pode ser negligenciada. O órgão, que atua de forma integrada com a saúde pública, de todas esferas, também intensificou suas ações de prevenção e controle em áreas de maior ocorrência.
Para o diretor geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, a doença tem gerado grandes prejuízos no campo e, nesse caso, a prevenção é o único remédio. “Do ponto de vista da sanidade animal, avançamos muito com a conquista do status de Zona Livre da Febre Aftosa sem Vacinação no estado. No entanto, ainda temos a obrigatoriedade da imunização contra a Brucelose e, no caso da Raiva, há uma atenção ainda maior em função do grau de letalidade nos animais de produção. Nesse caso, a Adab recomenda que seja feita a vacinação anual contra essa patologia”, orienta.
Na última semana, um total de 500 profissionais de saúde, entre veterinários, médicos, enfermeiros e agentes de saúde e de endemias, que atuam na zona urbana e rural, mais precisamente em Guanambi e Caetité foram capacitados em controle e prevenção da raiva animal e a Adab deu uma importante contribuição. A iniciativa é fruto de uma ação conjunta entre a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep/Sesab), secretarias municipais de saúde e a Adab.
Na última semana, um total de 500 profissionais de saúde, entre veterinários, médicos, enfermeiros e agentes de saúde e de endemias, que atuam na zona urbana e rural, mais precisamente em Guanambi e Caetité foram capacitados em controle e prevenção da raiva animal e a Adab deu uma importante contribuição. A iniciativa é fruto de uma ação conjunta entre a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep/Sesab), secretarias municipais de saúde e a Adab.
Como resultado desse trabalho, em Guanambi e região, foram monitorados oito abrigos de morcegos hematófagos, com captura em um deles de nove animais e tratamento em oito, com utilização da pasta. A ação foi realizada pelos técnicos da Adab.
“Os profissionais precisam se conscientizar de que a raiva é Saúde Única, cuja abordagem precisa ser integrada e a conexão entre a saúde humana, animal e ambiental reconhecida”, adverte Ferraz. Ele também reforça sobre a necessidade do criador vacinar, anualmente, contra a raiva o seu rebanho. “Atualmente, a vacinação apenas se torna obrigatória em casos positivos, na propriedade e área circunvizinha, num raio de 10 quilômetros, mas não podemos negligenciá-la, em função da alta propagação e letalidade”.
A doença
A raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. No entanto, trata-se de uma doença passível de controle pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação animal e a realização de bloqueios de foco.
Os animais de produção que podem ser acometidos pela doença são os bovinos e bubalinos, equídeos, ovinos e caprinos, além dos suínos.