A equipe baiana Cavalaria 2 de Julho vai disputar a etapa regional do Campeonato Brasileiro de flag football, que acontece em Fortaleza, no Ceará neste fim de semana, 26 e 27 de julho. Se a modalidade esportiva ainda não é tão reconhecida, a expectativa é de que o cenário mude com a presença do esporte nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, Estados Unidos.
Os atletas viajam com apoio de transporte concedido pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
Nesta etapa regional, os melhores times do Nordeste irão se enfrentar por três vagas para a superfinal, em que os 12 melhores times do país disputam o título. O presidente do clube, Thiago Nascimento, aponta que o cenário é favorável para grandes resultados da equipe baiana este ano. “Nossa expectativa é voltar para casa com o título da etapa regional. Nos dois últimos anos, ficamos entre os três melhores. Este ano, vamos com um time mais experiente, com mais entrosamento e totalmente focado na conquista do título”, aponta.
O presidente também indica a importância da Sudesb no desenvolvimento da modalidade e da equipe. “A Sudesb tem sido uma grande parceira e um pilar essencial para a evolução do nosso esporte. Nos últimos anos, por meio do apoio logístico, possibilitou que o futebol americano baiano alcançasse lugares antes inimagináveis, levando nossos atletas a competir em alto nível fora do estado”, afirma.
O grupo possui um histórico positivo em grandes competições. A equipe já foi 3º colocada na região Nordeste por duas vezes e conquistou a Taça da Prata (vice-campeonato) em competição nacional. Nesse sentido, a etapa regional deste ano do brasileiro é vista por Thiago como fundamental para o desenvolvimento do time e da modalidade no estado.
“Ela nos desafia a evoluir técnica e taticamente, além de fortalecer o entrosamento do grupo. Esses eventos nos colocam em contato com diferentes realidades e níveis de jogo, o que nos motiva a sempre melhorar”, disse. Hoje, o grupo é o único representante da Bahia no cenário nacional do futebol americano e disputa a 1ª divisão do campeonato brasileiro na modalidade fullpad (tipo de esporte em que é utilizado o equipamento completo de proteção), além de ser tricampeão baiano na modalidade flag football.
A prática, irmã do futebol americano, é nomeada por conta das bandeiras (flag) que ficam amarradas ao cinto dos jogadores e devem ser retiradas para impedir as jogadas, ou seja, uma versão com menos contato do que a do esporte original. Ainda assim, o princípio segue o mesmo: cruzar o campo e marcar o touchdown.