A produção de mudas com garantia fitossanitária e de derivados do dendê na Bahia foram os principais pontos discutidos na primeira reunião da Câmara Setorial do Dendê em 2026, ocorrida de forma virtual nesta quinta-feira (26). Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), o encontro reuniu representantes do setor e abordou também a adoção de novas tecnologias, acesso a crédito através do Plano Safra e elaboração de um plano de ações para o desenvolvimento do setor, dentre outros assuntos.
O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, ressaltou que a produção de mudas de qualidade visa recuperar as plantas atuais, já antigas, além da ampliação da produção do dendê no estado, com qualidade sanitária. "Hoje há uma grande preocupação com a doença do anel vermelho, que destrói o dendê. Então, a produção de mudas isentas de doenças é importante para evitar que uma praga acabe dizimando toda uma cultura. A reivindicação é de que essas mudas sejam produzidas em viveiros, de forma sadia, com certificação, para renovar o parque de palmeiras de forma segura", explicou.
Outra demanda apresentada foi a necessidade de incentivo ao beneficiamento do dendê, diversificando a produção para além do azeite, trazendo assim mais valor ao fruto produzido no estado. A intenção é buscar parcerias com instituições e entidades parceiras, como institutos de pesquisa, universidades e instituições do terceiro setor, para desenvolvimento de tecnologias e instalação de agroindústrias voltadas à fabricação de produtos derivados ou que utilizem o dendê, como margarinas, bolachas, sabonetes, cosméticos e velas.
Também foi relatada a necessidade de melhoria do processo de colheita, que ainda é feita de forma artesanal. "Então, é necessária uma máquina ou uma outra técnica, por exemplo, que facilite a colheita do cacho, principalmente em plantas mais altas", completou Pinheiro Filho.
O próximo encontro da Cadeia Produtiva do Dendê está prevista para acontecer no próximo dia 24 de março, de forma presencial, dentro da programação do Fórum Estadual de Gestores da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Feagri).