Bahia apresenta avanços e aposta em nova carteira bilionária para desenvolvimento verde e inclusivo

27/03/2026
Salão Sebrae das Cidades Empreendedoras
Foto: Eduardo Andrade - Ascom/SDE
Bahia apresenta avanços e aposta em nova carteira bilionária para desenvolvimento verde e inclusivo

Em apresentação realizada nessa quinta-feira (26), no Salão Sebrae das Cidades Empreendedoras 2026, em Salvador, o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), Angelo Almeida, apresentou um panorama das realizações e oportunidades do Estado no ciclo 2023-2025, defendendo a Bahia como “motor do crescimento verde e inclusivo”. A estratégia do governo combina atração de investimentos, fortalecimento do ambiente de negócios, segurança jurídica e foco na redução das desigualdades sociais.  

De acordo com o gestor, a política de desenvolvimento econômico adotada pelo governador Jerônimo Rodrigues resultou na geração de 251.028 novas vagas formais de trabalho entre 2023 e 2025, com base em investimentos públicos robustos, política ativa de atração e estímulo ao empreendedorismo. “O crescimento econômico deve ser medido não apenas por cifras, mas por sua capacidade de ampliar oportunidades para trabalhadores, jovens e pequenos empreendedores.”, diz.

Segundo Angelo Almeida, a SDE tem o papel de arquitetar o ambiente de negócios, apoiada em quatro eixos: “planejamento de longo prazo, desburocratização, segurança jurídica e diálogo com o setor produtivo. Nossa atuação é integrada e capaz de conectar tendências globais ao crescimento socioeconômico local”.

Segurança jurídica

Um dos pontos centrais da palestra foi a ênfase na segurança jurídica como base do fomento industrial. O secretário destacou a Lei 14.318/2021 como marco da regularização da política fundiária estadual, além do Decreto 23.947/2025, que trata do regime jurídico dos bens imóveis do Estado, e da Portaria 005/2026, voltada à regulamentação de critérios técnicos para avaliação, atualização monetária e valoração. “Esse arcabouço busca dar previsibilidade aos contratos de concessão de áreas destinadas ao desenvolvimento industrial.”, diz o secretário.

A apresentação também reforçou o trabalho que tem sido feito para posicionar a Bahia como um hub global da economia verde. Nesse eixo, o governo destaca a instalação da fábrica da BYD, associada à consolidação da Bahia na mobilidade elétrica; a chegada das multinacionais Goldwind e Sinoma Blade ao polo de Camaçari, no segmento de componentes para energia eólica; e a entrada em operação de 162 parques eólicos e solares nos últimos três anos, com impacto estimado em R$ 8 bilhões em investimentos.  

Biocombustíveis

Outro destaque foi a agenda de biocombustíveis, tratada como uma das frentes mais promissoras da nova economia baiana. O secretário citou o projeto de SAF (combustível sustentável de aviação) da Acelen, com previsão de US$ 3 bilhões em investimentos e impacto de 80 mil novos empregos, além da produção anual estimada em 1 bilhão de litros de SAF e diesel renovável (HVO). No Oeste baiano, foi apontado o avanço do etanol de milho com dois projetos: o da Inpasa, em Luís Eduardo Magalhães, com R$ 1,3 bilhão em investimentos, 2.500 empregos e produção de 460 milhões de litros por ano; e o da Biocombustível Oeste, em Jaborandi, com R$ 820 milhões, 2.500 empregos e produção de 622 milhões de litros anuais.  

A interiorização do desenvolvimento apareceu como outro eixo estratégico da política estadual. São mais de 90% dos investimentos serão implantados no interior da Bahia, em linha com a diretriz de descentralização industrial e desenvolvimento regional equilibrado. A ideia, segundo o secretário, é reduzir a concentração econômica, fortalecer os territórios e permitir que o trabalhador permaneça em sua cidade de origem com acesso a novas oportunidades.  

O gestor defendeu um modelo de desenvolvimento baseado em três pilares: atração global, responsabilidade executiva e redução de desigualdades. A Bahia busca se projetar como destino competitivo para grandes investimentos, sem abrir mão de associar crescimento econômico à inclusão social e à transição verde.  
 

Fonte
Ascom/SDE
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