Metrô de Salvador amplia rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência

Salas Elas à Frente, nas estações Rodoviária e Pirajá, oferecem escuta qualificada, orientação psicossocial e encaminhamento para serviços especializados
Publicado: 18/08/2026 Última atualização: 05/10/2026 às 10:49
Metrô de Salvador amplia rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência
Foto: Jeane AbreuGOVBA

No Agosto Lilás, mês de conscientização pelo enfrentamento à violência contra a mulher, as Salas Elas à Frente, instaladas nas estações de metrô Pirajá e Rodoviária, em Salvador, reforçam a disponibilidade dos serviços de acolhimento, orientação e encaminhamento para mulheres em situação de violência. Os espaços oferecem atendimento psicossocial, orientação jurídica e assistência social, além de direcionamento para a rede de proteção. 

A iniciativa é promovida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA), em parceria com a CCR Metrô Bahia, e oferece atendimento psicossocial, orientação jurídica e assistência social. Segundo a assistente social da SPM, Márcia Camila, as salas funcionam como uma porta de entrada para mulheres que precisam de orientação e apoio. “As mulheres passam aqui pelo metrô e podem se direcionar à Sala Elas à Frente. Aqui elas têm todo o atendimento psicossocial e, depois, são encaminhadas para a rede de assistência especializada”, afirma.

Assistência e proteção
As Salas Elas à Frente estão presentes nas estações Pirajá e Rodoviária do metrô de Salvador. A primeira unidade foi inaugurada na Estação Pirajá, em março de 2024, enquanto a segunda foi implantada na Estação Rodoviária, em março de 2025, ampliando a oferta de acolhimento e orientação às mulheres na rede metroviária.

Na Estação Rodoviária, o atendimento acontece às segundas e quartas-feiras, das 9h às 17h. Já na Estação Pirajá, o serviço funciona às terças e quintas-feiras, no mesmo horário.

Os espaços realizam o primeiro acolhimento e, quando necessário, encaminham as mulheres para a rede estadual de proteção e para serviços especializados, como a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Tancredo Neves, em Salvador.

A proposta é oferecer um ambiente seguro para que as vítimas possam relatar situações de violência e receber orientação sobre os caminhos disponíveis para buscar proteção e assistência.

De acordo com Márcia Camila, a atuação da secretaria busca alcançar mulheres em diferentes regiões da Bahia, ampliando o acesso à informação e aos serviços da rede de proteção. “A gente também viaja pelos municípios enquanto Secretaria de Políticas para as Mulheres e passamos pelos 417 municípios, levando essas informações para as mulheres sobre as políticas públicas”, pontua.

Acolhimento no caminho entre casa e trabalho
A localização das salas dentro das estações de metrô também busca aproximar o serviço da rotina das usuárias. Para muitas mulheres, o trajeto entre casa e trabalho pode representar uma oportunidade para buscar ajuda sem precisar se deslocar exclusivamente até um equipamento especializado.

Além do atendimento às vítimas de violência, o espaço pode ser utilizado por mulheres que presenciem ou vivenciem alguma situação de violência durante o deslocamento pelo sistema metroviário.

Repórter: Samara Castro/GOVBA

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