O Observatório Estadual das Juventudes passou a disponibilizar dados organizados sobre diferentes aspectos da realidade dos jovens baianos. A primeira etapa da ferramenta foi apresentada nesta quinta-feira (27), no Cineteatro 2 de Julho, em Salvador, com informações sobre perfil da população jovem, educação, mercado de trabalho e segurança pública. Os dados estão disponíveis para consulta no portal InfoVis Bahia.
Resultado de uma cooperação técnica entre a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e a Coordenação Geral de Políticas Públicas para a Juventude (COJUVE), a iniciativa reúne e sistematiza informações que podem contribuir para a identificação de demandas, desafios e características da população jovem no estado.
A ferramenta está sendo desenvolvida em etapas. Uma segunda fase de compilação e organização de dados está prevista para ser disponibilizada ainda neste semestre, ampliando o conjunto de informações disponíveis para pesquisadores, estudantes, organizações sociais e demais interessados no tema.
“A gente não constrói política pública sem evidência, sem analisar dados, sem conhecer de perto quem são essas juventudes da Bahia, quais as suas necessidades. Entregamos a primeira etapa desta ferramenta, disponível para pesquisadores, estudantes, para os movimentos sociais, para quem queira fiscalizar a agenda do Estado voltada para a juventude”, afirmou o coordenador-geral de Políticas para a Juventude, Nivaldo Millet.
A organização dos indicadores também permite reunir informações produzidas por diferentes áreas e facilitar a consulta a dados relacionados à juventude. Para a chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Luciana Menezes, a sistematização contribui para uma análise mais qualificada das informações utilizadas na formulação de ações públicas.
“Quando a gente fala em dados, falamos de uma informação que pode ser trabalhada. E isso vai traduzir a possibilidade da gente aprender mais com o que está sendo pesquisado, com o que está sendo observado, para que possa melhorar as políticas e melhorar a educação”, comentou.
A estudante Alícia Moraes destacou a importância de considerar a diversidade das experiências vivenciadas pela população jovem na formulação de políticas públicas.
“Somos um povo amplo, misto, e precisamos dessa atenção de todos os órgãos responsáveis. Eu acredito que, ao enxergar a juventude, essas iniciativas vão trazer, não de imediato, mas a longo tempo, consequências muito importantes”, afirmou.
Programação
A apresentação da primeira etapa do Observatório incluiu um painel com os diagnósticos e a contextualização da iniciativa. Participaram pesquisadores, representantes de organizações sociais ligadas à juventude, integrantes de grêmios estudantis, estudantes e conselheiros de juventude.
A programação também contou com a Batalha de Rap – 3º Round, atividade de expressão cultural e participação juvenil.
Repórter: Vagner Ferreira/GOVBA