Caravana de Direitos Humanos leva serviços gratuitos a São Tomé de Paripe

Ação do Estado da Bahia oferece emissão de documentos, orientações jurídicas e previdenciárias, oportunidades de trabalho e outros serviços à população
Publicado: 14/09/2026 Última atualização: 05/10/2026 às 09:22
Caravana de Direitos Humanos leva serviços gratuitos a São Tomé de Paripe
Foto: Denisse Salazar/GOVBA

A comunidade de São Tomé de Paripe, em Salvador, recebe nesta segunda-feira (14) e terça-feira (15) a Caravana de Direitos Humanos, iniciativa da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) do Estado da Bahia que leva serviços públicos gratuitos diretamente aos moradores. Os atendimentos acontecem das 9h às 16h e integram uma estratégia de aproximação das políticas públicas com a população.

Entre os serviços disponíveis está a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), com previsão de até 120 documentos emitidos por dia. A programação também inclui orientações previdenciárias e jurídicas, atendimentos do Tribunal de Justiça e da Defensoria Pública, encaminhamento para oportunidades de trabalho por meio do SineBahia e do CIEE, além de renegociação de dívidas pelo Procon.

A população também pode contar com realização de exames de DNA, orientações da Neoenergia e informações para acesso ao Crediafro, programa de microcrédito voltado a empreendedores negros e desenvolvido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial.

 

Ações vão além do espaço da Caravana

A programação não está restrita ao Colégio Estadual de Tempo Integral Marcílio Dias, onde parte dos atendimentos está concentrada. O Procon também realiza uma ação de fiscalização orientadora em estabelecimentos comerciais do bairro.

A iniciativa inclui ainda atividades de Formação em Direitos Humanos voltadas aos estudantes da comunidade. A proposta é contribuir para a democratização das relações de convivência no ambiente escolar, com palestras sobre prevenção ao bullying e à LGBTfobia, além de oficinas de letramento racial, educação anticapacitista e uso seguro da internet.

Segundo o secretário da SJDH em exercício, Raimundo Nascimento, a ação busca aproximar o poder público da realidade vivenciada pelos moradores.“Nosso objetivo é chegar mais próximo da comunidade, encaminhar os casos que surgirem e, para além disso, trabalhar com educação em direitos humanos”, explicou.

 

Serviços mais perto de casa

A possibilidade de acessar diferentes serviços sem precisar sair do bairro foi destacada pelos moradores. A ajudante de cozinha Mariana Guimarães, 43 anos, ressaltou a facilidade proporcionada pela iniciativa. “A caravana está ótima, porque, ao invés de a gente se deslocar um pouco mais cedo, a gente pode vir na própria comunidade da gente e resolver nossos procedimentos aqui mesmo”, comemorou.

Para o eletrotécnico e morador da comunidade Jocivaldo Nascimento, 48 anos, a presença dos serviços no bairro representa um benefício para toda a população. “Acredito que todos os moradores estão contentes, felizes, gostaram da ideia. E nós só temos a agradecer. Sabemos que são ofertas importantes para toda a comunidade. E, diante de todos os problemas que a nossa comunidade vem passando nos últimos oito meses, nós estamos vendo que o Estado tem tentado nos ajudar de alguma forma”, afirmou.

 

Reparação após contaminação química

A realização da Caravana também está relacionada aos impactos provocados por uma contaminação química que atingiu a comunidade em 2026. O episódio afetou atividades importantes para a subsistência dos moradores, como a pesca e o comércio ligado ao turismo local. Nesse contexto, a ação integra uma estratégia do Estado para oferecer suporte social à população afetada e ampliar o acesso a direitos e serviços públicos, especialmente entre moradores que possuem dependência econômica das atividades desenvolvidas na própria localidade.

O superintendente de Defesa Civil do Estado, Osny Bonfim, destacou que a resposta aos impactos provocados pela contaminação envolve diferentes frentes de atuação. “O desastre químico que foi identificado aqui nessa comunidade de São Tomé tem uma característica que causou muitos danos, tanto do ponto de vista alimentar, ambiental, social e econômico para essa comunidade. Então, essa caravana traz um aspecto maior. O Estado entendeu claramente que, para além do desastre químico que aconteceu aqui em São Tomé, era necessário fazer um processo de reparação que está em curso nesse momento, e a Caravana é um desses elementos que traz a garantia e a proteção de direitos dessa comunidade”, destacou.

 

Repórter: Namíbia Yakini/GOVBA

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