Representantes de comunidades rurais, lideranças indígenas e quilombolas, organizações da agricultura familiar e equipes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) participaram, nesta quinta-feira (24) e sexta-feira (25), de encontros territoriais do Projeto Parceiros da Mata, realizados nos municípios de Valença e Camamu, no Território de Identidade do Baixo Sul.
O Projeto Parceiros da Mata é uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e reúne ações voltadas ao desenvolvimento rural e ao apoio às comunidades e famílias agricultoras. Nesta nova etapa, estão previstos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) nos territórios participantes.
Em Valença, na quinta-feira (24), participaram representantes das 16 comunidades beneficiadas pelo projeto, além da Cooperativa Feminina da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Valença (COOMAFES) e das equipes responsáveis pela execução dos serviços de ATER. O encontro foi dedicado à apresentação da nova etapa e ao diálogo sobre as estratégias de acompanhamento das atividades junto às comunidades.
Na sexta-feira (25), o encontro reuniu representantes de 20 comunidades do município de Camamu e de Igrapiúna, além de lideranças indígenas, quilombolas e equipes de ATER. Durante a atividade, foram apresentadas informações sobre as ações previstas e discutidas as características, demandas e prioridades das comunidades para a organização das atividades.
A nova etapa está voltada à organização das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) a partir das características identificadas em cada comunidade. “Nesta etapa, o trabalho está concentrado na articulação das ações de ATER com as demandas apresentadas pelas famílias agricultoras e com as características produtivas de cada território. O objetivo é organizar o acompanhamento técnico e o planejamento das atividades de forma integrada às realidades locais”, explicou o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro
Segundo Cosmira Evangelista, da Comunidade Quilombola Candimba e Rio Vermelho, em Valença, a participação das famílias contribui para a definição das ações. “É um sonho para as comunidades, é uma iniciativa que faz a diferença. Estamos sendo ouvidos e, a partir dessa escuta, podemos escolher um projeto que atende às nossas necessidades.”, concluiu.
Para a coordenadora executiva do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva, os encontros territoriais fazem parte do processo de preparação para o início dos serviços de ATER. “Esse momento é importante para alinhar com as comunidades as etapas de execução do projeto, apresentar a dinâmica dos serviços e identificar as especificidades de cada território” explicou