BYD, Sinoma, Goldwind, Knauf, Café Pilão, Ortobom, Minasligas, São Braz, Cargill, Mondial, Vulcabrás e Inpasa são alguns dos empreendimentos incentivados que investem na Bahia. Entre implantadas e ampliadas, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) acompanha 941 empresas incentivadas, que juntas somam um montante de R$ 72,9 bilhões e empregam, entre diretos e indiretos, mais de 390 mil pessoas.
Em 2024, 116 empresas foram implantadas ou ampliadas no estado, com um investimento de R$ 3,5 bilhões e a geração de pouco mais de 3,7 mil empregos diretos e indiretos. Desse total, 77,5% foram implantadas no interior, e o restante, na capital e na Região Metropolitana de Salvador. No mesmo período, foram assinados um total de 206 protocolos de intenções, atraindo um montante de R$ 117,2 bilhões, com previsão de gerar mais de 20.592 empregos diretos. Foram 157 protocolos para o interior, representando R$ 104 bilhões em investimentos e a previsão de 10.962 empregos diretos, e outros 49 protocolos para a RMS, representando mais R$ 13,2 milhões investidos e mais 9.630 empregos diretos.
Outros 348 projetos incentivados, em implantação ou ampliação, estão sendo monitorados pela SDE. Juntos, serão responsáveis por R$ 214,8 bilhões em investimentos e pela geração de mais de 40 mil empregos. O Governo do Estado, por meio da SDE, cumpre o compromisso de manter a economia aquecida, garantir um ambiente de negócios saudável e assegurar a atração de investimentos e a geração de empregos.
Potência em Energias Renováveis
Em 2024, 99% da matriz elétrica da Bahia teve origem em fontes renováveis, com destaque para a energia eólica, que representa 78% da potência instalada do estado. No ano passado, o estado foi o quinto maior gerador de energia elétrica do país. O segmento de energias renováveis é o que mais contribuiu para a interiorização do desenvolvimento. O Governo do Estado, por meio da SDE, trabalha para atrair novos empreendimentos, fomentar o incremento de uma matriz elétrica e energética cada vez mais limpa e consolidar a Bahia como um dos maiores players do setor no Brasil. A SDE também oferece uma cartilha de incentivos fiscais para empreendimentos de geração de energia por fontes renováveis.
Líder nacional na geração de energia eólica e em capacidade instalada, a Bahia finalizou 2024 com 356 usinas em operação, distribuídas por 35 municípios, superando 10,64 gigawatts (GW) de potência instalada — resultado de uma estimativa de investimento de R$ 59 bilhões e da geração de 105 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o estado foi responsável por aproximadamente 35% da geração total de energia eólica do Brasil no ano passado.
A Bahia também lidera a geração solar fotovoltaica no Nordeste e ocupa a vice-liderança nacional na geração centralizada, com participação de 17% de toda a energia produzida por essa fonte em 2024 (ANEEL). São 79 usinas em operação, em 14 municípios baianos, com 2,4 GW de potência instalada, investimento de R$ 9 bilhões e estimativa de geração de 62 mil empregos em toda a cadeia produtiva. A geração distribuída (GD) está presente em todos os 417 municípios do estado, em mais de 146 mil unidades geradoras, acumulando 1,29 GW de potência instalada em microgeração (até 75 kW, predominantemente residencial) e minigeração distribuída (até 5 megawatts – MW).
São 507 MW de potência instalada em usinas de geração por biomassa, com duas usinas de bagaço de cana-de-açúcar, três de licor negro, uma de resíduos florestais e uma de biogás (resíduos sólidos urbanos). O licor negro, subproduto gerado no cozimento da madeira durante a produção de celulose e papel, representa aproximadamente 90% da energia gerada por biomassa no estado. As empresas Bracell, Veracel e Suzano utilizam esse subproduto como parte de suas operações na Bahia.
Dados referentes a 2024, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), registraram a produção de 715,24 milhões de litros de biodiesel na Bahia, o que representa 7,9% da produção nacional e cerca de 90,5% da produção no Nordeste. Três das quatro unidades em operação na região estão no estado, nos municípios de Simões Filho, Candeias e Iraquara. As principais matérias-primas utilizadas foram: óleo de soja (64,5%), gordura bovina (16%) e outros recursos (11,5%), entre os quais se destacam gordura de frango, óleo de algodão, óleo de milho, óleo de fritura usado e materiais graxos (7,2%), oriundos da mistura de matérias-primas ou reprocessamento de subprodutos. Também foi registrado o uso de óleo de palma (dendê), com participação de 0,7%.
Avanço na produção de biocombustíveis
O primeiro projeto de produção do Combustível Sustentável de Aviação (SAF) no estado está em fase de pesquisa e implantação com a chegada da Acelen Renováveis. A previsão é de investimentos da ordem de US$ 3 bilhões nos próximos anos, para a implementação da primeira unidade integrada da semente ao combustível. A planta terá capacidade anual de produção de 1 bilhão de litros de SAF e diesel renovável (HVO), a partir da semente da macaúba — palmeira nativa brasileira com alto potencial energético.
A Bahia é a terceira maior produtora de etanol do Nordeste e a oitava maior do país. O estado produziu cerca de 352 milhões de litros de etanol até setembro de 2024, representando 18% da produção da região. Desse total, 97,2% são provenientes da cana-de-açúcar e 2,8% do melaço.
Autossuficiência em etanol
Os empreendimentos da Inpasa Agroindustrial, em Luís Eduardo Magalhães, e da Biocombustíveis do Oeste, em Jaborandi, devem tornar a Bahia autossuficiente na produção de etanol. Juntos, os projetos somam R$ 2,8 bilhões e têm previsão de gerar 2,8 mil vagas de emprego. A atração desses investimentos, na região Oeste do estado, é resultado de um decreto assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues em setembro, que estabelece novos incentivos fiscais para a fabricação do produto na Bahia. Esses incentivos incluem crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apurado nas operações com etanol anidro (puro, misturado à gasolina) e hidratado (comercializado nos postos), além de DDG (coproduto da indústria de etanol de milho, utilizado na alimentação animal) e óleos diversos.
Avanços da JUCEB impulsionam o ambiente de negócios na Bahia
Órgão vinculado à SDE, a Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB) consolidou avanços significativos no atendimento ao empresariado baiano em 2024, reafirmando seu compromisso com a modernização, a eficiência e a simplificação dos processos empresariais. Com iniciativas inovadoras e estratégicas, a JUCEB fortaleceu seu papel como facilitadora do ambiente de negócios no estado, promovendo segurança e agilidade para os empreendedores.
A JUCEB registrou um crescimento de 5,6% no número de empresas abertas em relação a 2023, totalizando 184.040 novos CNPJs, sendo 136.638 Microempreendedores Individuais (MEIs) e 47.402 empresas das demais categorias. Esse avanço reflete diretamente os efeitos das ações de digitalização e simplificação dos registros empresariais.
A Bahia consolidou-se como um dos estados mais ágeis do país na formalização de negócios, com tempo médio de abertura de empresas reduzido para apenas 9 horas. Esse resultado foi possível graças à melhoria da integração da REDESIM (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios) com os órgãos estaduais e municipais, eliminando etapas redundantes e digitalizando completamente os trâmites.
Em 2024, a JUCEB também avançou na integração com instituições estratégicas. A parceria com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) possibilitou a emissão do Auto de Vistoria (AVCB) diretamente pelo sistema REGIN. Assim, o empreendedor passou a solicitar o licenciamento de segurança contra incêndio e pânico de forma totalmente digital, no mesmo ambiente em que registra sua empresa.
Em junho de 2024, foi formalizada a integração da própria SDE à REDESIM, passando a operar em ambiente digital e integrado à JUCEB. Essa medida otimizou a liberação e o acompanhamento dos incentivos fiscais oferecidos pelo Estado, garantindo que novas empresas tenham acesso imediato às informações sobre os programas disponíveis, desde o momento do registro.
Com o objetivo de padronizar o atendimento em todo o território baiano, a JUCEB intensificou os programas de capacitação voltados às equipes dos escritórios regionais. Os treinamentos focaram na integração com a REDESIM, garantindo suporte técnico atualizado e uniforme em todas as regiões do estado.
Ferramentas digitais a favor do empreendedor
O ano de 2024 também foi marcado pela consolidação de ferramentas digitais que ampliaram a transparência, a segurança e o controle da atividade empresarial na Bahia:
· Painel Empresarial: Permite que o empresário visualize, em tempo real, informações completas sobre sua empresa, incluindo pendências, status cadastral e licenças.
· Monitoramento Empresarial: Envia alertas sempre que há alterações no status do CNPJ, como mudanças societárias, inclusão de débitos ou registros em cartórios.
· Proteção de CPF: Garante a segurança dos dados pessoais do empreendedor, evitando o uso indevido dessas informações no registro de empresas.
Essas soluções posicionam a JUCEB como referência nacional em inovação digital, tornando o ambiente de negócios mais confiável, ágil e seguro.
Impacto e perspectivas para 2025
Os avanços implementados ao longo de 2024 consolidam a JUCEB como agente estratégico no desenvolvimento econômico da Bahia. Com processos cada vez mais integrados, digitalizados e acessíveis, e com o fortalecimento de parcerias institucionais, a expectativa para 2025 é dar continuidade à agenda de desburocratização, ampliando a cultura de inovação e incorporando, de forma progressiva, tecnologias como a inteligência artificial (IA) para oferecer serviços mais eficientes, seguros e personalizados. A meta é consolidar um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo em todo o estado.