Jovens que fazem a Ciência acontecer
A juventude baiana que compartilha o desejo de mudar a realidade nas comunidades tem sido fonte de inspiração ao unir ciência, tecnologia e inovação, dentro das escolas, em projetos premiados em todo o Brasil. Para esses jovens, não há nada de clichê ou impossível na vontade de fazer o mundo um lugar melhor para as futuras gerações.

Esse é o caso de Ana Clara Cerqueira, Rayka Ravena e Evelyn da Silva. A amizade que nasceu no 1º ano do Ensino Médio, no Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação, de Lauro de Freitas, fez crescer nas meninas o desejo de utilizar a ciência para transformar vidas e inspirar outros jovens.
O estímulo para se tornarem jovens cientistas veio da família e dos professores. A tia foi a principal responsável por entusiasmar Rayka a realizar o sonho de ser uma “grande cientista”. Decidida a cursar medicina, ela planeja, através dos estudos, buscar soluções para doenças que afligem o mundo e salvar vidas.
O sonho de ser médica é compartilhado por Ana Clara. A amizade que nasceu na escola promete ganhar novos capítulos na medicina. O principal objetivo de Ana é cuidar das pessoas que ama e dos amores de outras famílias. Não é à toa que as meninas foram responsáveis por criar, com a orientação do professor Anderson Reis, uma pulseira localizadora que ajuda a trazer conforto e segurança para pessoas idosas, neurodivergentes e neurodegenerativas.
Evelyn lembra que a ideia surgiu após analisar, com as amigas, nas aulas de educação científica, limitações e particularidades de um colega de sala, que tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de uma avó e um tio, diagnosticados com Alzheimer. A jovem, que deseja se tornar uma profissional na área de comunicação, tem nos pais o exemplo de resiliência para alcançar seu objetivo de ser referência para estudantes de colégios públicos, mostrando que a ciência é acessível a todos.

De Lauro de Freitas para o Sul da Bahia, em Ilhéus, o jovem Iran Pereira se sentiu incomodado com a infestação de formigas na horta da família. Ele notou, então, que a plantação de mandioca era a única que não era atacada. A observação e a curiosidade, que são pontos-chaves para a busca por soluções, o levaram a analisar o potencial da folha de mandioca para criação de um inseticida.
As pesquisas da equipe de Iran foram realizadas no Centro Estadual de Educação Profissional Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira. Elas resultaram em um produto que pode ajudar pequenos agricultores a acabar com a praga que é comum nas plantações.

Os exemplos de Ana Clara, Evelyn, Rayka e Iran são alguns entre diversos projetos em desenvolvimento por jovens cientistas dos quatro cantos da Bahia. Através da educação científica, a juventude baiana tem criado soluções dentro dos laboratórios das escolas públicas em todos os territórios de identidade.
Os casos que ganham destaque através do programa Bahia Faz Ciência, da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) têm ajudado a inspirar cada vez mais jovens a buscarem um caminho não só para resolver problemas das comunidades, mas, principalmente, para mudar as próprias vidas. As histórias estão contadas nas três edições de revistas lançadas, em formato digital e físico, bem como em videocast. Já são mais de 220 matérias publicadas, a fim de popularizar e tornar acessível a ciência baiana.