As principais regiões citrícolas dos Estados da Bahia e Sergipe, semelhantes entre si, apresentam as seguintes características: 80 % das áreas de cultivo são menores que dez hectares; a citricultura é praticada por grande número de pequenos citricultores com baixo ou nenhum grau de escolaridade, carente de assistência técnica continuada – a qual é limitada pela deficiente disponibilidade de pessoal especializado; os pomares, instalados em solos de baixa fertilidade, geralmente são velhos, com estreita base genética das plantas, mal manejados, infestados de pragas e, consequentemente, de baixa produtividade – o que faz aumentar os custos de produção; há falta de mercado justo e seguro e, de uma maneira geral, de organização dos produtores em associações e/ou cooperativas; os pequenos citricultores têm dificuldade de acesso ao crédito bancário e há carência de pesquisas especialmente voltadas para eles. Nos dois Estados, a sustentabilidade dessa citricultura de módulo familiar, que abriga, veste e alimenta milhares de pessoas, depende da superação dessas limitações - o que não é fácil.
Citricultura nos estados da Bahia e Sergipe
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