Fruticultura na região sudoeste
Bom Jesus da Lapa, município do sudoeste do Estado conhecido pela festa católica do Bom Jesus, quando milhares de fiéis de todo o País visitam o santuário, vem se destacando com a produção de frutas, principalmente as bananas prata, anã e nanica, que abastece os mercados de Brasília (DF), Goiânia (GO) e Salvador.
Com 12 mil hectares irrigados, o Projeto Formoso foi implantado no município há 17 anos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales dos Rios Parnaíba e São Francisco (Codevasf), mas há sete anos uma infestação da sigatoka amarela (Mycosphaerella musicola) procovou declínio na produção, retomada nos últimos cinco anos, com um convênio entre Distrito, Codevasf e Banco do Brasil.
“A partir daí, passamos a ter frutas de qualidade e os mercados foram se abrindo”, diz a veterinária Elisabete de Morais, uma das coordenadoras da Feira de Fruticultura de Bom Jesus da Lapa (Frulapa), marcada para o próximo mês. Atualmente, o projeto tem 5.500 ha plantados com bananas e outras frutas como manga, coco, goiaba, uva, pinha, atemóia e graviola.
A banana prata, carro-chefe da produção local, tem 2.975 hectares e a nanica, 295,83 hectares. No ano passado, as duas variedades produziram 86,4 toneladas de frutas, sendo o total comercializado pelo Perímetro Irrigado Formoso por R$ 30.009.550.
De acordo com o gerente de vendas da Coofrulapa (Cooperativa dos Fruticultores de Bom Jesus da Lapa), Jair Bonfim de Oliveira, o maior gargalo na comercialização é a distância para os mercados consumidores e os portos. Quanto aos preços, este ano, estão sendo considerados bons, entre R$ 15 e R$ 16 a caixa de 22 quilos da banana prata e entre R$ 9 a R$ 10 a caixa da banana nanica.
A Bahia, segundo maior produtor brasileiro de banana, com 57 mil hectares cultivados, não registrou nenhum caso de sigatoka negra (Mycosphaerella fijiensis) e foi o primeiro Estado a adquirir o status de livre da doença.
Segundo o engenheiro agrônomo Johnny William S. Barbosa, da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), do governo federal, a predominância de duas estações definidas dificulta o estabelecimento e desenvolvimento da sigatoka negra. Mas a praga, que infesta as bananeiras de todo o País, tem acompanhamento rígido.
MIRIAM HERMES