Avanços de cana e soja fazem rebanho bovino subir menos
O rebanho de bovinos aumentou 1,3% no Brasil em 2005, o que significou uma desaceleração em seu ritmo de crescimento, segundo a pesquisa Produção da Pecuária Municipal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2004, a expansão no número de bovinos alcançara 4,6%, após atingir incremento de 5,5% em 2003.
"Voltamos ao patamar de crescimento da década de 90, quando o rebanho crescia a taxas de 1,3%, 1,4%", disse o gerente da pecuária do IBGE, Octávio Oliveira. Mesmo assim, o Brasil continua sendo o país com o maior rebanho bovino do mundo, acima da Índia e da China. Em 2005, o rebanho brasileiro somava 207,15 milhões de cabeças. Já Índia e a China tinham rebanhos de 181 milhões e 132 milhões de cabeças, respectivamente.
"A agricultura vem tomando espaço da pecuária, especialmente nos Estados do Mato Grosso do Sul e de São Paulo", explicou o gerente do IBGE. A perda de dinamismo, disse, está associada à substituição das pastagens pela cana-de-açúcar e pela soja. Oliveira citou ainda a valorização do real ante o dólar, que desestimulou as exportações, para explicar o menor crescimento do rebanho. Além disso, houve restrição à carne bovina no exterior devido à aftosa.
O Centro-Oeste tinha, em 2005, o maior rebanho do país, com 33,7% do total. Os dados do rebanho foram coletados pelo IBGE a partir de informações de vacinação junto aos governos estaduais.