Políticas para agricultura familiar são analisadas

24/01/2007

Políticas para agricultura
familiar são analisadas

 

Seminário reuniu mais de 100 pessoas ligadas ao segmento para avaliar as iniciativas que já existem no estado

 

Os principais programas do Estado voltados para a agricultura familiar estão sendo discutidos até hoje no Seminário de Articulação de Política Estadual para o Fortalecimento da Agricultura Familiar.

O evento, realizado no auditório da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), é promovido pela recém-criada Superintendência de Agricultura Familiar, da Secretaria da Agricultura (Seagri). A meta é aprofundar o debate entre o governo e a sociedade em torno de estratégias que beneficiem o setor.

Mais de 100 pessoas, entre representantes de órgãos federais, estaduais e municipais e movimentos ligados ao segmento, participam do encontro para analisar os programas já existentes no estado, como Nossa Fibra, Bahia Citros, Cabra Forte e Terra Fértil.

Fortalecimento. Essas iniciativas foram desenvolvidas para fortalecer a agricultura familiar, tendo em vista a sua sustentabilidade, a geração de renda para as famílias e a preservação e a recuperação do meio ambiente.

Para o superintendente de Agricultura Familiar, Ailton Florêncio, essa oportunidade estabelece de vez o diálogo como instrumento para aperfeiçoar iniciativas bem-sucedidas. Ele disse que as contribuições do seminário serão usadas para desenvolver ainda mais a agricultura familiar no estado.

"Vamos enfrentar os desafios sem construir lamentações", destacou Florêncio.

Unidade do movimento

A coordenadora nacional da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), Elisângela Araújo, acredita que a ocasião sela a unidade do movimento que organiza o trabalho na Bahia.

"Finalmente, poderemos apresentar nossas reivindicações e propostas. A possibilidade de discutir as problemáticas e as potencialidades do segmento já é uma grande vitória", explicou Elisângela.

O seminário vai gerar um relatório com sugestões para a análise dos técnicos da Seagri e da EBDA, que vão adequar às propostas a realidade da agricultura familiar no estado. Cada etapa desse processo levará um prazo médio de 15 dias.