Commodities Agrícolas
Na esteira do milho
O trigo vermelho duro de inverno fechou em baixa ontem em Kansas, bolsa que comercializa o cereal dos EUA de melhor qualidade, seguindo o movimento do trigo comercializado em Chicago, segundo operadores. A commodity para entrega em março recuou 1,25 centavos de dólar por bushel e encerrou o pregão a US$ 4,87. Os papéis para entrega em maio subiram 5 centavos, e fecharam a US$ 4,98. Já na bolsa de Chicago, os papéis para março recuaram 7,25 centavos de dólar, para US$ 4,60. Segundo um operador informou à Dow Jones Newswire, os preços mais baixos do milho na última sessão também influenciaram as perdas do trigo. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do trigo fechou com queda de 0,27% , para R$ 26,27, segundo o Deral.
Libra esterlina encoraja
Os preços futuros do cacau encerram o pregão com alta em Nova York, com compras especulativas e movimentos pesados. Os papéis para março subiram US$ 24 por tonelada, para US$ 1.641, sendo comercializados de US$ 1.610 a US$ 1.650 durante o dia. Os contratos para maio registraram igual alta, para US$ 1.676. A desvalorização do dólar frente à libra esterlina, que subiu ontem diante de resultados positivos da indústria manufatureira do Reino Unido, encorajou as compras na bolsa americana comparado com os preços mais altos em Londres. O desempenho da indústria britânica suscitou novas expectativas de mais aperto monetário no país. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a a arroba do cacau fechou a R$ 53, alta de R$ 0,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC).
Alta em Nova York
Os preços futuros do suco de laranja subiram novamente ontem (dia 1º) na bolsa de Nova York, com compras de especuladores e fundos, informou a agência Dow Jones Newswires. O contrato com vencimento em março subiu 185 pontos, para US$ 1,8785 por libra-peso. Maio subiu 130 pontos, para US$ 1,8505. Um analista considerou alta um movimento de recuperação técnica, após as quedas observadas no início da semana. No Brasil, a safra paulista 2006/07 de laranja foi estimada em 353,99 milhões de caixas de 40,8 quilos, 1,6% mais que no ciclo passado, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado. A área cresceu 1,2%, para 667,24 mil hectares. Ontem, em São Paulo, a caixa destinada às indústrias de suco saiu a R$ 15,42, na média, segundo o Cepea/Esalq.
Fundos compram
Os preços futuros do café arábica terminaram em alta no pregão de ontem em Nova York, guiados por compras de fundos, segundo a agência Reuters. Os contratos para entrega em março fecharam em alta de 110 pontos, para US$ 1,1875 por libra-peso, após terem sido negociados entre US$ 1,1780 e US$ 1,9930. Já os papéis para entrega em maio subiram 85 pontos, fechando a US$ 1,2175 por libra-peso. Muitos dos compradores na sessão especulam que o mercado vai subir mais. Mas, segundo fontes ouvidas pela Reuters, o fortalecimento do real frente ao dólar desencoraja algumas vendas. O Brasil é o maior produtor de café do mundo. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 274,17, com variação negativa de 1,08%, segundo o indicador do Cepea/Esalq.