Cresce a produção baiana
Aprodução industrial baiana cresceu 2,8% em junho passado, em relação a junho de 2006. O balanço do mês fez o acumulado do ano (janeiro a junho) alcançar 0,3% de acréscimo e o acumulado dos últimos 12 meses, 0,5%.
O setor de alimentos e bebidas (7,7%) foi o que mais cresceu no mês, seguido de refino de petróleo e produção de álcool (4,2%) e metalurgia básica (4,6%). A indústria extrativa mineral registrou taxa positiva de 3,4%.
O mesmo não aconteceu com os produtos químicos e veículos automotores, segmentos da indústria de transformação tiveram queda na fabricação de -0,9% e -4,2%, respectivamente.
O setor de alimentos e bebidas, com 14,1% de expansão, também foi o grande responsável pelo desempenho positivo do primeiro semestre de 2007. O segmento de borracha e plástico foi outro destaque de 2007, com 12,3%. Os impactos negativos vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-3,6%) e celulose e papel (-4,8%).
Desaceleração
No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa indica que está mantida a trajetória de desaceleração iniciada em dezembro de 2006. O indicador acumulado é útil para revelar tendência, pois reúne informações por um longo período. Neste caso, a taxa vem caindo progressivamente de 3,2% (dezembro de 2006) para 0,3% (maio 2007), com leve aumento em junho (0,5%).
Dados do Promo revelam que exportações chegaram a US$ 3,96 bilhões em julho
No acumulado do ano até julho, as exportações baianas chegam a US$ 3,96 bilhões, o que corresponde a um incremento de 7,5% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia.
Mas, na comparação com o mês de julho de 2006, as exportações tiveram uma redução de 6,4%. Em relação a junho de 2007, a queda chega a 14,1%.
Os setores que mais contribuíram para o desempenho positivo registrado no ano até agora foram os petroquímicos, com vendas de US$ 899,7 milhões e incremento de 19,5%; os produtos metalúrgicos, com US$ 613,8 milhões (11,5%); papel e celulose, com US$ 466,5 milhões (22%); soja e derivados, com US$ 216,9 milhões (70%); e pneus, com US$ 110 milhões e incremento de 263%.
Os números da balança comercial da Bahia confirmam a tendência de crescimento das importações em ritmo bem mais forte do que as exportações. Até julho, o incremento foi de 18,7%, com as compras externas alcançando US$ 3 bilhões – Segundo o Promo, contribuem para esse nível de expansão o aumento da atividade produtiva, a desvalorização do dólar, o aumento nas cotações das commodities minerais (petróleo, cobre, nafta), de que somos altamente dependentes, e o efeito da expansão do financiamento internacional (utilização das linhas externas disponíveis com taxas de juros mais favoráveis).
De acordo com os dados do Promo, os principais mercados para as exportações baianas em julho foram EUA, Argentina, Países Baixos e China.