Commodities Agrícolas

12/12/2007

Commodities Agrícolas

 

Sem novidades
 
As compras especulativas que afetaram outros mercados também jogaram para cima os preços futuros do suco de laranja concentrado negociado em Nova York. O pregão de ontem registrou a maior alta em sete semanas, revertendo a tendência de queda do início do dia detonada pelo anúncio do USDA de que as projeções de safra na Flórida não foram alteradas. O Estado americano, segundo produtor do mundo, deverá colher 168 milhões de caixas. Muitos analistas, no entanto, esperavam uma revisão para baixo. Com isso, os papéis para janeiro subiram 295 pontos, para US$ 1,4775 por libra-peso. Já os para março subiram 305 pontos e fecharam a US$ 1,4785 por libra-peso. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos ficou em R$ 12,52, segundo o Cepea/Esalq. 

Influência do USDA

Os preços futuros do algodão fecharam em queda ontem, influenciados pelo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), que prevê maior produção de pluma na Índia, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio encerraram o pregão a 65,95 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 36 pontos. A Índia, segundo maior produtor global de algodão, deverá produzir 24 milhões de fardos, aumento de 2,1% sobra a última estimativa divulgada. Na China, maior consumidor mundial, a produção está estimada em 35,5 milhões de fardos, inalterada sobre o relatório de novembro. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2572 a libra-peso, com alta de 0,76%, de acordo com o índice Cepea/Esalq. 

Sem direção
 
Os preços futuros do cacau encerraram em queda ontem nos mercados futuros num dia marcado por falta de novidades. Na bolsa de Londres, os contratos de cacau para março fecharam a 1.046 libras esterlinas a tonelada, com baixa de 4 libras. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 2.088 a tonelada, com recuo de US$ 13. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones avaliam se a greve promovida por trabalhadores que ensacam a amêndoa na Costa do Marfim, maior produtor e exportador global de cacau, pode dar sustentação ao mercado. Os trabalhadores pararam por melhores salários e condições de trabalho. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau encerrou a R$ 61,50, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau. 

Fundos compram

Os preços futuros do açúcar negociados na bolsa de Nova York encerraram ontem com a maior alta em sete semanas. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, o bom resultado foi puxado pelas compras de fundos, que ocorreu pelo segundo pregão consecutivo. Os papéis para março subiram 18 pontos e fecharam a 10,30 centavos de dólar por libra-peso. Já os papéis para maio subiram 15 pontos, para 10,5 1 centavos de dólar. "Fundos e especuladores estão comprando açúcar, uma commodity relativamente barata", resumiu um trader à agência. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar registrou queda de 0,04%, e encerrou o dia com a cotação de R$ 23,50, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o produto acumula variação de 0,86 %.